A temporada 2013-14 da Premier League ficou marcada pela disputa mais equilibrada entre os quatro primeiros colocados em anos recentes, com apenas sete pontos separando o campeão Manchester City do quarto colocado Arsenal. Com 1.052 gols distribuídos em 380 partidas, média de 2,77 por jogo, o campeonato inglês entregou entretenimento técnico e competitividade até o último dia, além de registrar a estreia da tecnologia de linha do gol (Goal-Line Technology Hawk-Eye) na competição (Wikipédia).
Visão Geral da Temporada
Os 20 clubes disputaram 38 rodadas cada, somando 380 confrontos e 1.052 gols ao longo da competição. A média de 2,77 tentos por partida evidencia uma liga de alto volume ofensivo. O G4 — as quatro vagas continentais — foi protagonizado por Manchester City, Liverpool, Chelsea e Arsenal, todos com aproveitamento superior a 63%. Na outra extremidade, Cardiff, Fulham e Norwich descenderam à Championship com campanhas que não chegaram a 35 pontos, enquanto West Brom escapou do rebaixamento por apenas três pontos de margem.
O Campeão e Como Conquistou o Título
O Manchester City ergueu o troféu da Premier League ao fim de uma campanha de alto nível: 27 vitórias, 5 empates e apenas 6 derrotas em 38 jogos, totalizando 86 pontos e aproveitamento de 75,4%. O título foi confirmado com uma vitória por 2 a 0 sobre o West Ham no último dia da temporada, em 11 de maio de 2014 (Wikipédia), número que sublinha a tensão mantida até o encerramento do calendário.
O ataque citadino foi o mais produtivo do campeonato, com 102 gols marcados — a única equipe a ultrapassar a barreira dos 100 gols na temporada. O saldo de gols de +65 foi igualmente o melhor do torneio, 14 pontos acima do segundo colocado Liverpool (+51). Defensivamente, o City concedeu apenas 37 tentos, segundo melhor desempenho atrás somente do Chelsea. A combinação entre poder de fogo e solidez defensiva foi a marca registrada do título.
- Posição: 1º
- Pontos: 86
- Aproveitamento: 75,4%
- Gols marcados: 102 (melhor ataque)
- Gols sofridos: 37
- Saldo de gols: +65
A Briga pelo G4 e Classificação Continental
A disputa pelas quatro vagas de acesso às competições europeias foi intensamente comprimida. Liverpool encerrou a temporada em segundo lugar com 84 pontos — apenas dois abaixo do campeão —, registrando 26 vitórias, 6 empates e 6 derrotas, com 101 gols marcados. Os Reds formaram o ataque mais prolífico em dupla da liga, reflexo direto dos números individuais de seus artilheiros.
O Chelsea terminou em terceiro com 82 pontos, apenas dois atrás do Liverpool, exibindo o melhor retrospecto defensivo da temporada: somente 27 gols sofridos em 38 rodadas (Wikipédia). Os Blues combinaram consistência atrás com eficiência na frente, anotando 71 gols. Já o Arsenal fechou o G4 com 79 pontos — sete a menos que o campeão —, somando 24 vitórias e 68 gols marcados. A diferença entre o primeiro e o quarto colocado, de apenas sete pontos, ilustra a competitividade excepcional do topo da tabela nesta edição.
Fora do G4, Everton (72 pontos, 5º) e Tottenham (69 pontos, 6º) completaram a metade superior da tabela. O Manchester United encerrou em sétimo com 64 pontos, aproveitamento de 56,1%, e Southampton (56 pontos) garantiu o oitavo posto em campanha acima do esperado para os padrões históricos do clube.
- 1º Manchester City — 86 pts
- 2º Liverpool — 84 pts
- 3º Chelsea — 82 pts
- 4º Arsenal — 79 pts
- 5º Everton — 72 pts
- 6º Tottenham — 69 pts
- 7º Manchester United — 64 pts
A Zona de Rebaixamento
Os três clubes rebaixados — Cardiff, Fulham e Norwich — viveram temporadas de grande fragilidade defensiva. O Fulham foi o time que mais sofreu gols no campeonato inteiro: 85 tentos concedidos em 38 jogos, saldo de -45. Apenas 9 vitórias em toda a temporada não foram suficientes para uma equipe com tantas vulnerabilidades no setor de defesa.
O Cardiff encerrou na lanterna com 30 pontos, saldo de -42 e apenas 7 triunfos, tendo sofrido 74 gols. O Norwich, 18º, somou 33 pontos, com 8 vitórias e 62 gols sofridos. Vale destacar que o clube inglês foi vítima da maior goleada da temporada: uma derrota por 7 a 0 diante do Manchester City, em 2 de novembro de 2013 (Wikipédia).
West Brom ficou na 17ª posição, a última fora da zona, com 36 pontos — três à frente do Norwich. A campanha irregular dos Baggies, com apenas 7 vitórias e 15 empates, quase os levou de volta à segunda divisão. O saldo de -16 era idêntico ao do Newcastle (10º), o que ilustra a diferença que os pontos conquistados fazem para o desfecho final.
- 18º Norwich — 33 pts (rebaixado)
- 19º Fulham — 32 pts (rebaixado)
- 20º Cardiff — 30 pts (rebaixado)
- 17º West Brom — 36 pts (sobreviveu por 3 pontos)
Artilharia e Destaques Individuais
A artilharia da temporada foi dominada com autoridade pelo atacante Luis Suárez, do Liverpool, eleito também o melhor jogador do campeonato (Wikipédia). O uruguaio marcou 31 gols em apenas 33 partidas, média de 0,94 por jogo, desempenho que separa o artilheiro da concorrência por uma margem expressiva. Suárez recebeu ainda 6 cartões amarelos na temporada, sem nenhuma expulsão.
Em segundo lugar no ranking de gols, seu companheiro de Liverpool Daniel Sturridge somou 21 gols em 29 jogos. A dupla somada contribuiu com 52 gols, o que corresponde a mais da metade dos 101 tentos marcados pelo clube na temporada. A parceria foi um dos fatores determinantes para o vice-campeonato dos Reds.
Yaya Touré, do Manchester City, figurou na terceira posição com 20 gols em 35 jogos — número notável para um meio-campista, e parte relevante da engrenagem ofensiva do campeão. Wilfried Bony, do Swansea, e Sergio Agüero, também do City, fecharam o top 5 com 17 gols cada, sendo que Agüero o fez em apenas 23 partidas, a menor quantidade de jogos entre os cinco primeiros.
- 1º L. Suárez (Liverpool) — 31 gols em 33 jogos
- 2º Daniel Sturridge (Liverpool) — 21 gols em 29 jogos
- 3º Yaya Touré (Manchester City) — 20 gols em 35 jogos
- 4º W. Bony (Swansea) — 17 gols em 34 jogos
- 5º S. Agüero (Manchester City) — 17 gols em 23 jogos
Assistências e Criação de Jogo
No quesito assistências, o ranking foi encabeçado por dois jogadores empatados com 4 passes para gol: Mata, do Manchester United, e Y. Bolasie, do Crystal Palace. Mata, no entanto, somou ainda 6 gols em apenas 15 partidas — rendimento considerável considerando o número reduzido de jogos. Januzaj, também do United, apareceu em terceiro com 3 assistências e 4 gols em 27 jogos, mas acumulou 7 cartões amarelos, o maior número entre os jogadores destacados nessa categoria. N. Redmond, do Norwich, e S. Kagawa, do Manchester United, completaram o top 5 das assistências com 3 passes decisivos cada.
Cartões e Disciplina
Pablo Zabaleta, lateral do Manchester City, foi o jogador mais advertido da temporada com 11 cartões amarelos em 35 jogos, sem nenhuma expulsão. Cheick Tioté (Newcastle) e Johan Olsson (West Brom) somaram 10 amarelos cada, seguidos por Gareth Barry (Everton), também com 10 advertências. No total das cinco posições do ranking de amarelos, nenhum dos jogadores foi expulso — indicativo de advertências acumuladas ao longo da temporada sem atingir o vermelho direto.
Já no ranking de expulsões, o maior destaque foi Wes Brown, do Sunderland, que acumulou 3 cartões vermelhos em 25 partidas — o número mais alto da competição. Kevin Nolan (West Ham) somou 2 expulsões e 7 amarelos em 33 jogos, enquanto Younes Kaboul (Tottenham) recebeu 2 vermelhos em apenas 13 partidas. O goleiro Allan McGregor, do Hull City, foi o único arqueiro na lista, também com 2 expulsões em 26 jogos.
Números e Curiosidades da Temporada
A edição 2013-14 foi a primeira da Premier League a utilizar a tecnologia de linha do gol com o sistema Hawk-Eye (Wikipédia), um marco na arbitragem do futebol inglês que passou a eliminar dúvidas sobre bolas que cruzam ou não a linha.
Com 102 gols marcados, o Manchester City se tornou o clube com o ataque mais produtivo da temporada e o único a ultrapassar a centena de gols. O Chelsea, por sua vez, exibiu a melhor defesa com apenas 27 gols sofridos — menos de um por jogo em média. A combinação dos dados de ataque e defesa entre os dois times explica, numericamente, por que o topo da tabela foi tão comprimido.
A diferença de pontos entre o campeão (86) e o último colocado (Cardiff, 30) foi de 56 pontos, dimensão que mostra o abismo técnico entre o topo e a base da competição. Ao mesmo tempo, os quatro primeiros ficaram separados por apenas sete pontos, o que tornou a disputa pelo título e pelas vagas europeias uma das mais disputadas da era Premier League. A média de 2,77 gols por jogo e o total de 1.052 tentos consolidam a temporada 2013-14 como uma das mais produtivas e equilibradas da história recente do campeonato inglês.








































































