A CONMEBOL Sudamericana 2025 encerrou seu ciclo em 22 de novembro com um desfecho dramático: o Lanús, da Argentina, sagrou-se bicampeão do torneio ao superar o Atlético Mineiro nos pênaltis, após empate sem gols no tempo regulamentar (Wikipédia). Foram mais de oito meses de competição — entre 5 de março e 22 de novembro — com 56 clubes de 10 associações da CONMEBOL disputando uma das mais equilibradas edições recentes do segundo torneio continental sul-americano.
Visão Geral da Competição
A edição 2025 da Sudamericana reuniu 56 participantes oriundos de todas as federações filiadas à CONMEBOL, percorrendo um longo caminho desde a fase de grupos até a final em Assunção, no Paraguai (Wikipédia). A escolha da capital paraguaia como sede da decisão foi resultado de uma mudança de última hora: o estádio originalmente designado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, não passou nas inspeções técnicas exigidas pela CONMEBOL (Wikipédia). O torneio contou com oito grupos na fase inicial e avançou por etapas eliminatórias até a grande final. O Racing, clube argentino e campeão da edição anterior, não pôde defender o título por ter se classificado à fase de grupos da Copa Libertadores (Wikipédia), abrindo espaço para novos protagonistas.
O Campeão e a Final
O Lanús escreveu seu nome na história pela segunda vez ao conquistar o título da Sudamericana 2025 (Wikipédia). A final diante do Atlético Mineiro foi um duelo de tensão e equilíbrio: os 90 minutos terminaram em 0 a 0, e a decisão foi para as penalidades máximas. Na disputa de pênaltis, o clube argentino triunfou por 5 a 4, selando o título continental (Wikipédia).
A campanha do Lanús na fase de grupos serviu de alicerce para a trajetória vitoriosa. No Grupo G, o time terminou na liderança com 12 pontos em seis jogos — três vitórias, três empates e nenhuma derrota —, anotando 9 gols e sofrendo apenas 4, com saldo positivo de 5. A solidez defensiva e o aproveitamento de 66,7% na fase inicial foram marcas do clube ao longo do torneio. Já o Atlético Mineiro, que terminou em segundo lugar no Grupo H com 9 pontos, chegou à decisão como representante brasileiro mais longe na competição.
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além dos finalistas, outros clubes chamaram atenção ao longo do torneio por seus desempenhos expressivos na fase de grupos:
- Huracán (Grupo C): o clube argentino foi um dos mais dominantes da fase de grupos, acumulando 14 pontos em 6 jogos — 4 vitórias e 2 empates, sem nenhuma derrota. Seu ataque marcou 11 gols e a defesa cedeu apenas 2, o que lhe rendeu a melhor defesa da fase de grupos ao lado do Fluminense (Wikipédia). O saldo de gols de +9 foi um dos melhores do torneio.
- Universidad Católica (Grupo B): a equipe chilena também terminou invicta, com 14 pontos — 4 vitórias e 2 empates — e uma das melhores campanhas da fase inicial, com saldo de gols de +7.
- Fluminense (Grupo F): o clube carioca foi o mais regular do grupo, com 13 pontos e saldo de +9, defendendo apenas 2 gols em 6 partidas, o que igualou a marca do Huracán como melhores defesas da fase de grupos (Wikipédia).
- Mushuc Runa SC (Grupo E): a surpreendente equipe equatoriana foi a que mais pontuou em um único grupo, chegando a 16 pontos — 5 vitórias e 1 empate em 6 jogos —, com saldo de gols de +8. Um dos desempenhos mais consistentes de toda a fase de grupos.
- Independiente (Grupo A): o time argentino registrou a melhor campanha ofensiva da fase, com 16 gols marcados em 6 jogos, aproveitamento de 66,7% (12 pontos) e saldo de +10 (Wikipédia).
A Fase de Grupos
A fase de grupos revelou panoramas bastante distintos entre os oito chaves. Enquanto alguns grupos foram dominados de forma inequívoca por um único clube, outros se destacaram pela disputa acirrada por classificação.
O Grupo D foi o mais equilibrado entre os primeiros colocados: Godoy Cruz e Grêmio terminaram ambos com 12 pontos e invictos ao longo das seis rodadas — o critério de desempate definiu quem ficou em cada posição. Já o Grupo H foi o mais aberto da fase inicial, com apenas 2 pontos separando o primeiro (Cienciano, com 10) do terceiro colocado (Caracas FC, com 8).
No extremo oposto, o Racing Montevideo viveu a pior campanha da fase de grupos: apenas 1 ponto em 6 jogos, com 5 derrotas, 3 gols marcados e 14 sofridos, resultando no pior saldo de gols da fase (-11). Deportes Iquique, do Grupo H, foi o time com mais gols sofridos em proporção: 16 tentos cedidos em 6 partidas.
O Grupo F concentrou grande interesse brasileiro, com Fluminense e Once Caldas se classificando nas duas primeiras posições — o clube colombiano levou ao torneio seu maior destaque individual, o artilheiro D. Moreno. O Vitória, representante brasileiro no Grupo B, não conseguiu avançar, encerrando a fase com apenas 6 pontos e 3 gols marcados em 6 jogos.
A goleada mais expressiva da competição foi registrada nessa fase: Independiente 7 a 0 sobre Nacional Potosí, em 28 de maio, pelo Grupo A (Wikipédia) — um placar que sintetizou o domínio absoluto do clube argentino sobre seus adversários no grupo.
Artilharia e Destaques Individuais
O colombiano D. Moreno, do Once Caldas, consolidou-se como o maior goleador da Sudamericana 2025, encerrando a competição com 10 gols em 10 jogos disputados — uma média de 1 gol por partida que reflete precisão e constância raras no torneio (Wikipédia). O atacante ainda contribuiu com 2 assistências e recebeu apenas 1 cartão amarelo, combinando eficiência com regularidade disciplinar. Seu desempenho foi determinante para que o Once Caldas avançasse da fase de grupos com 12 pontos.
A distância do artilheiro para o segundo colocado foi considerável: I. Díaz, da Universidad Católica, e J. Paredes, do Puerto Cabello, dividiram a segunda posição com 6 gols cada — quatro tentos a menos que Moreno. J. Bisanz, do Huracán, e P. Vegetti, do Vasco da Gama, completaram o top-5 com 5 gols cada.
No ranking de assistências, M. Miljevic, do Huracán, liderou com 5 passes para gol em apenas 4 partidas — uma média impressionante que evidenciou a qualidade criativa do clube argentino. Gustavo Scarpa, do Atlético Mineiro, foi o segundo com 4 assistências em 10 jogos, contribuindo para a caminhada do clube mineiro até a final. Carlos Alfredo Orejuela Quiñónez, do Mushuc Runa SC, somou 4 gols e 3 assistências em 7 jogos, posicionando-se entre os mais completos do torneio.
Vale destacar também M. Barrios, do Once Caldas, que figurou entre os líderes em assistências com 3 passes para gol — parceiro importante de Moreno na campanha do clube colombiano. M. Moreno, do Lanús, também apareceu com 3 gols e 3 assistências, reforçando o papel do meio-campo argentino na trajetória campeã do clube.
Números e Curiosidades
- Maior pontuação em um único grupo: Mushuc Runa SC, com 16 pontos no Grupo E — o único time a chegar a essa marca na fase de grupos.
- Times invictos na fase de grupos: Huracán (Grupo C), Universidad Católica (Grupo B), Godoy Cruz (Grupo D), Grêmio (Grupo D), Mushuc Runa SC (Grupo E) e Cienciano (Grupo H) — nenhum deles sofreu derrota nas seis rodadas.
- Melhor ataque: Independiente marcou 16 gols em 6 jogos (Wikipédia), média de 2,67 por partida.
- Melhor defesa: Fluminense e Huracán cederam apenas 2 gols cada em 6 jogos (Wikipédia), com aproveitamentos distintos mas defesas igualmente impermeáveis.
- Grupo mais equilibrado nos extremos: Grupo D, com Godoy Cruz e Grêmio ambos empatados em 12 pontos, invictos, e apenas 1 gol de diferença no saldo (+5 contra +4).
- Maior saldo negativo: Racing Montevideo, com -11 no Grupo C.
- Mais cartões amarelos: J. Alfaro (Universidad de Chile), J. Bisanz (Huracán), C. Izquierdoz (Lanús), Natanael (Atlético Mineiro) e F. Meza (Palestino) dividiram a liderança disciplinar com 5 amarelos cada.
- Cartões vermelhos: J. Alfaro, da Universidad de Chile, acumulou 5 amarelos e 1 vermelho, liderando a tabela disciplinar geral.
- Duração do torneio: 262 dias, entre 5 de março e 22 de novembro de 2025 (Wikipédia).
- Participantes: 56 clubes de 10 associações da CONMEBOL (Wikipédia).
A Sudamericana 2025 entregou ao Lanús seu segundo título continental e encerrou sua edição com uma final disputada até o último pênalti. O torneio equilibrado, os grupos acirrados e o domínio individual de Dayro Moreno compõem o legado de uma temporada que reafirmou a relevância da competição no calendário sul-americano.






































































































