A CONMEBOL Sudamericana 2021 entrou para a história do futebol sul-americano por múltiplas razões: uma final inédita entre dois clubes brasileiros, um bicampeonato de proporções históricas, uma goleada que dificilmente será esquecida e um artilheiro que dominou a competição com autoridade. Em 157 jogos e 392 gols ao longo de toda a temporada (Wikipédia), a edição mostrou uma competição ampliada, equilibrada e protagonizada, na sua reta final, inteiramente pelo futebol do Brasil.
Visão Geral da Temporada
A edição de 2021 da Sudamericana chegou com mudanças estruturais relevantes. O torneio foi expandido de 54 para 56 equipes e passou a adotar um novo formato de disputa, com a introdução de uma fase de grupos reunindo 32 times (Wikipédia). A reformulação ampliou o calendário e o número de confrontos continentais, oferecendo a mais clubes a experiência de disputar uma competição da CONMEBOL em nível de grupos — uma novidade que impactou diretamente a forma como técnicos e comissões técnicas planejaram suas campanhas ao longo dos meses.
Ao todo, a competição produziu 392 gols em 157 partidas (Wikipédia), resultando em uma média superior a 2,4 tentos por jogo — índice que atesta o caráter ofensivo impresso por grande parte dos participantes. O torneio contou com representantes de diversas confederações sul-americanas, e o Brasil terminou como a nação de maior destaque, colocando dois clubes na decisão final.
O Campeão e a Final
A decisão da CONMEBOL Sudamericana 2021 foi, por si só, um fato histórico: pela primeira vez na competição, os dois finalistas eram brasileiros (Wikipédia). Athletico Paranaense e Red Bull Bragantino se encontraram no Estádio Centenario, em Montevidéu, no Uruguai, em 20 de novembro de 2021, numa final única realizada em campo neutro.
O Athletico Paranaense saiu vitorioso pelo placar de 1 a 0 sobre o Red Bull Bragantino (Wikipédia), conquistando o título da Sudamericana pela segunda vez consecutiva. O feito fez do clube paranaense o primeiro time brasileiro a se tornar bicampeão da competição (Wikipédia) — um marco que consolida o Athletico como uma das potências continentais da última década.
A realização da final em Montevidéu, no histórico Centenario, contou com a presença de público nas arquibancadas, possibilitada pelo avanço da vacinação contra a Covid-19 no Uruguai (Wikipédia). A escolha do estádio uruguaio, palco da primeira Copa do Mundo em 1930, conferiu simbolismo adicional a uma decisão já marcante por seu caráter inédito.
Do lado do RB Bragantino, o vice-campeonato representou a melhor campanha da história do clube em competições continentais da CONMEBOL até aquele momento, coroando uma temporada de alto nível que teve em Artur seu principal protagonista individual.
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além dos dois finalistas, outros clubes merecem registro pela expressividade de suas campanhas ao longo da competição.
- Athletico Paranaense: Além do título, o Furacão ostentou a melhor defesa de toda a competição, com apenas 1 gol sofrido ao longo do torneio (Wikipédia) — número que exprime uma solidez defensiva excepcional para uma copa continental. Nikão foi o jogador da equipe com maior participação direta em gols, somando 4 gols e 4 assistências em 12 partidas, liderando também o ranking de assistências ao lado de J. Trindade, do Peñarol.
- Red Bull Bragantino: O clube de Bragança Paulista chegou à final com uma campanha ofensiva, liderada por Artur, que foi o segundo maior artilheiro da competição com 7 gols e 3 assistências em 13 jogos — uma das contribuições individuais mais completas do torneio.
- Grêmio: O clube gaúcho registrou o melhor ataque da fase de grupos da competição, com 21 gols (Wikipédia), e protagonizou a maior goleada de toda a edição. Em contexto de fase de grupos, Ferreira foi um dos jogadores mais decisivos pelo clube, anotando 5 gols e 3 assistências em apenas 4 jogos — uma participação direta altíssima para um número reduzido de partidas.
- Peñarol: O tradicional clube uruguaio teve uma campanha que valeu pelo desempenho coletivo e pela presença de dois jogadores entre os líderes individuais da competição: o artilheiro A. Álvarez e o assistente J. Trindade.
- Libertad Asunción: O clube paraguaio marcou presença com uma campanha que chegou às fases eliminatórias, ainda que não tenha chegado à decisão final. Dois de seus jogadores figuram entre os mais amarelados da competição.
A Fase de Grupos
O novo formato de fase de grupos, com 32 equipes divididas em chaves (Wikipédia), deu à edição de 2021 uma dimensão inédita. A etapa funcionou como um filtro qualificatório que revelou diferenças expressivas entre os participantes. Clubes do Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Paraguai e Venezuela estiveram entre os representantes do estágio inicial.
O Grêmio foi o clube que mais balançou as redes nessa fase, somando 21 gols no total da competição (Wikipédia), número que o posicionou como o time de ataque mais prolífico. A goleada de 8 a 0 sobre o Aragua, em 6 de maio de 2021 (Wikipédia), foi o resultado mais expressivo de toda a edição e reforça esse domínio ofensivo dos gaúchos na fase de grupos.
Do outro lado do espectro, o Athletico Paranaense construiu sua trajetória vencedora com base em uma impermeabilidade defensiva notável — apenas 1 gol sofrido em toda a competição (Wikipédia). A combinação entre solidez atrás e eficiência nas fases eliminatórias foi a fórmula do bicampeonato paranaense.
Clubes como Santos, Internacional de Bogotá, Metropolitanos FC e Atletico Torque também integraram a competição, com desempenhos variados e presenças registradas nos dados individuais da edição.
Artilharia e Destaques Individuais
A artilharia da CONMEBOL Sudamericana 2021 ficou com o uruguaio A. Álvarez, do Peñarol, com 10 gols em 14 jogos — também confirmado pelos FATOS EXTERNOS como artilheiro oficial da competição (Wikipédia). O desempenho de Álvarez foi dominante: além de marcar dois dígitos, ele ainda distribuiu 2 assistências e cumpriu a campanha sem nenhuma expulsão, com apenas 3 cartões amarelos em 14 aparições. A média de mais de 0,71 gol por jogo dá a dimensão de uma temporada individual excepcional.
O segundo colocado na artilharia foi Artur, do RB Bragantino, com 7 gols e 3 assistências em 13 jogos. Além de artilheiro do seu clube, foi o segundo mais ativo em assistências em toda a competição, figurando em ambas as listas com números de alto nível.
Com 6 gols cada, G. del Prete, do Atletico Torque, e J. Herrera, do Independiente, completam o top 4 da artilharia. Del Prete impressiona pela eficiência: 6 gols em apenas 8 jogos, uma das melhores médias da competição. Herrera, por sua vez, foi ainda mais compacto, atingindo 6 gols em 7 partidas.
No quesito assistências, o destaque é compartilhado entre Nikão (Athletico Paranaense) e J. Trindade (Peñarol), ambos com 4 passes para gol. Nikão ainda acrescentou 4 gols à sua conta, tornando-se um dos jogadores mais completos ofensivamente de toda a edição — ainda que seja também o líder no ranking de cartões amarelos, com 5 advertências em 12 jogos. Trindade, por outro lado, manteve regularidade ao longo das 14 partidas do Peñarol, sendo uma peça importante na campanha uruguaia.
Ferreira, do Grêmio, aparece em quinto no ranking de artilharia (5 gols) e em quarto no de assistências (3 passes), com a particularidade de ter alcançado esses números em apenas 4 partidas — a melhor média de participações diretas em gols entre todos os jogadores listados.
Números e Curiosidades
- A CONMEBOL Sudamericana 2021 foi a edição mais ampla da história até então, com 56 participantes — dois a mais que a edição anterior (Wikipédia).
- A competição produziu 392 gols em 157 partidas, resultando em média de aproximadamente 2,5 gols por jogo (Wikipédia).
- A goleada histórica foi o 8 a 0 do Grêmio sobre o Aragua, em 6 de maio de 2021 — o maior placar da edição (Wikipédia).
- O Athletico Paranaense terminou a competição com apenas 1 gol sofrido em toda a campanha — a melhor defesa do torneio (Wikipédia).
- O Grêmio terminou com o melhor ataque entre todos os participantes, com 21 gols marcados (Wikipédia).
- Foi a primeira final da Sudamericana 100% brasileira (Wikipédia), com Athletico Paranaense e Red Bull Bragantino dividindo o palco histórico do Centenario em Montevidéu.
- O Athletico Paranaense se tornou o primeiro clube brasileiro bicampeão da Sudamericana (Wikipédia), repetindo o feito de 2018 e 2021.
- Entre os mais disciplinares, Nikão (Athletico Paranaense), L. Vangioni e A. Barboza (ambos do Libertad Asunción) lideram o ranking de amarelos, com 5 cartões cada.
- Internacional de Bogotá teve dois jogadores entre os expulsos da competição — O. Duarte e A. Correa —, o maior número de cartões vermelhos por clube entre os registros individuais disponíveis.
- A artilharia foi liderada por um jogador que não chegou à final: A. Álvarez, do Peñarol, com 10 gols — três a mais que o segundo colocado, Artur, do RB Bragantino.
A CONMEBOL Sudamericana 2021 ficará registrada como uma das edições mais marcantes da competição: inovadora no formato, prolífica nos gols, histórica na final e definitiva na consolidação do Athletico Paranaense como protagonista continental do futebol brasileiro. A temporada encerrou-se com um título expressivo, uma final inédita e estatísticas que desenham, com precisão, o mapa do poder sul-americano naquele ano.






























































































































