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Brazil · arquivo

Brasileirão Série B 2016

380 jogosCampeão: Atletico GoianienseRebaixados: Joinville · Tupi · RB Bragantino · Sampaio Correa
#TimeJVEDSGPtsForma
1 Atletico Goianiense3822106+2576VVVVV
2 Avai3819910+1166EVVEV
3 Vasco DA Gama3819811+1365VDVED
4 Bahia3818911+2363DVEVV
5 Nautico Recife3818614+1260DVDVD
6 Londrina38161210+1160VDVDE
7 CRB3817714+358VDDVV
8 Criciuma3816814+356VVVDD
9 Luverdense3813169+455DVEEV
10 Ceara38141212+254DEDVV
11 Brasil DE Pelotas38141212+254EVEDV
12 Vila Nova3815815+253DEVVD
13 Goias38131114+150VDVDD
14 Paysandu38111611-449DEVEE
15 Parana38101117-1641DEDED
16 Oeste3881713-1441VDEEE
17 Joinville3891316-1040VVDEV
18 Tupi388921-1633VDDDD
19 RB Bragantino388822-2432DDDEE
20 Sampaio Correa3851221-2827DDDDD
Terça, 22 de novembro
18h1522/11
Serra Dourada · Goiania
Sexta, 25 de novembro
18h1525/11
Durival Britto e Silva · Curitiba
19h3025/11
Estádio Leônidas Castro · Belem
Sábado, 26 de novembro
16h3026/11
São Januário · Rio de Janeiro
16h3026/11
Serra Dourada · Goiania
16h3026/11
Estádio da Ressacada · Florianopolis
16h3026/11
Estádio Rei Pelé · Maceio
16h3026/11
Arena De Pernambuco · Sao Lourenco da Mata
16h3026/11
Estadio Nabi Abi Chedid · Braganca Paulista
16h3026/11
Arena Joinville
ArtilhariaTop 20
#JogadorJTitMinChutes%PenRatAG
1
Bill
Ceara · ATT · 32a
3230256315
2
Felipe Garcia
Brasil DE Pelotas · ATT · 26a
3635313513
3
Nenê
Vasco DA Gama · MID · 35a
3131278213
4
Rômulo
Avai · ATT · 21a
3126235112
5
Rony
Nautico Recife · ATT · 21a
3535306711
6
Hernane
Bahia · ATT · 30a
3434298711
7
Gustavo
Criciuma · ATT · 22a
1818158911
8
Léo Gamalho
Goias · ATT · 30a
1712109511
9
Júnior Viçosa
Atletico Goianiense · ATT · 27a
3025216610
10
Ramon Machado
Brasil DE Pelotas · ATT · 25a
353427399
11
Germano Borovicz Cardoso Schweger
Londrina · MID · 35a
353531329
12
Rossi
Goias · ATT · 23a
312924369
13
Hugo Cabral
Luverdense · ATT · 28a
262119669
14
José Carlos Ferreira Filho
CRB · ATT · 33a
221815889
15
Moisés
Vila Nova · ATT · 30a
202017479
16
Edigar Junio
Bahia · ATT · 25a
272520928
17
Robson
Parana · ATT · 25a
212118038
18
Magno Cruz
Atletico Goianiense · ATT · 28a
333225957
19
Fabio Souza dos Santos
Vila Nova · ATT · 33a
312620207
20
Lúcio Flávio
Parana · ATT · 30a
312621747
AssistênciasTop 16
#JogadorJTitMinGRatA
1
Baiano Neto
CRB · FOR · 34a
236
2
Marcao
Goias · FOR · 31a
133
3
Allano
Bahia · FOR · 21a
142
4
Felipe Rodrigues
Oeste · DEF · 21a
261
5
Eduardo Bauermann
Nautico Recife · DEF · 20a
161
6
Luiz Silva de Araujo Walter
Londrina · DEF · 26a
121
7
Marlon
Criciuma · DEF · 19a
200
8
Pablo Santos
Paysandu · DEF · 24a
100
9
Tassio
Sampaio Correa · MID · 24a
100
10
Esquerdinha
Nautico Recife · MID · 27a
80
11
Henrique Gustavo
Nautico Recife · MID · 24a
30
12
Marcão
RB Bragantino · FOR · 22a
20
13
Ferreira Bruno
Vasco DA Gama · DEF · 22a
10
14
Leilson
Londrina · MID · 25a
10
15
Auremir
Sampaio Correa · MID · 25a
10
16
Rosa Andre
Paysandu · MID · 19a
10
Cartões amarelosTop 20
#JogadorJTitMinVMAM
1
Victor Bolt
Vila Nova · MID · 29a
29282361216
2
Gastón Filgueira Méndez
Nautico Recife · DEF · 30a
33332926014
3
Rodrigo Baldasso da Costa
Vasco DA Gama · DEF · 36a
32322872012
4
Leandro Paulino da Silva
Parana · DEF · 30a
29282342111
5
Germano Borovicz Cardoso Schweger
Londrina · MID · 35a
35353132011
6
Richardson
Ceara · MID · 25a
34332936011
7
Nenê
Vasco DA Gama · MID · 35a
31312782011
8
Matheus Galdezani
CRB · MID · 24a
34332866010
9
Augusto Recife
Paysandu · MID · 33a
29282391010
10
Marlon
Brasil DE Pelotas · DEF · 31a
31312685010
11
Jorginho
Atletico Goianiense · MID · 25a
30231955010
12
Rafael Gava
Londrina · MID · 23a
30242166010
13
Bill
Ceara · ATT · 32a
3230256309
14
Fernando Karanga
Parana · ATT · 25a
1313107009
15
Roniery
Paysandu · DEF · 29a
1918152419
16
Leandro Leite Mateus
Brasil DE Pelotas · MID · 34a
3635316409
17
Luiz Silva
Criciuma · GOA · 33a
3535310609
18
Dodi
Criciuma · MID · 20a
3231269309
19
Renato
Avai · ATT · 26a
3232280709
20
Niltinho
Criciuma · ATT · 23a
3128249909
Cartões vermelhosTop 20
#JogadorJTitMinAMVM
1
Victor Bolt
Vila Nova · MID · 29a
29282361162
2
Jonathan Guimarâes
Tupi · MID · 25a
3027232542
3
Ricardo Capanema
Paysandu · MID · 31a
2120171642
4
Jonathan Bocão
CRB · DEF · 24a
2516167732
5
Anderson Uchôa
Parana · MID · 25a
2322180332
6
Leandro Paulino da Silva
Parana · DEF · 30a
29282342111
7
Flávio Boaventura
CRB · DEF · 29a
3030263751
8
Roniery
Paysandu · DEF · 29a
1918152491
9
Cezar Washington Alves Portela
Brasil DE Pelotas · MID · 30a
3433293181
10
Gilson do Amaral
Atletico Goianiense · ATT · 32a
3232242281
11
Jonathan Oliveira da Silva
Londrina · ATT · 27a
3131246671
12
Éverton Silva
Joinville · DEF · 28a
2521177771
13
Edson Sitta
RB Bragantino · DEF · 33a
2523189671
14
Alemão
Avai · DEF · 26a
2925214961
15
Leonardo Lima da Silva
Goias · MID · 34a
1814119961
16
Alemão
RB Bragantino · DEF · 26a
1714124661
17
Everton
Luverdense · DEF · 26a
3636323451
18
Nathan
Criciuma · DEF · 21a
1717147251
19
Allano
Bahia · FOR · 21a
1451
20
Raul Prata
Luverdense · DEF · 29a
3333291041

A Série B de 2016 do Campeonato Brasileiro entregou uma temporada de alto nível técnico e dramática até os instantes finais: o Atlético Goianiense não apenas conquistou o título com folga, mas o fez de maneira dominante, enquanto a briga pelo quarto lugar no G4 se estendeu até a última rodada e a zona de rebaixamento amargou cenas de tensão que definiram destinos apenas no encerramento da competição. Ao todo, 380 partidas produziram 894 gols e média de 2,35 tentos por jogo em uma edição que reuniu vinte clubes de diferentes regiões do país.

Visão geral da temporada

Com 20 clubes disputando 38 rodadas cada, a Série B 2016 apresentou um cenário incomum em termos de representatividade geográfica. A competição registrou o maior número de equipes do Sul desde 2006 (Wikipédia) e foi a primeira edição, no formato de pontos corridos, em que o estado de São Paulo não teve o maior número de representantes (Wikipédia). O conjunto de dados da temporada revela uma divisão de alto aproveitamento no topo da tabela e grande concentração de times na faixa intermediária: entre o 5.º colocado (Náutico Recife, 60 pontos) e o 13.º (Goiás, 50 pontos), apenas dez pontos separavam nove equipes, evidenciando o equilíbrio que caracterizou o pelotão do meio.

A soma total de 894 gols em 380 jogos coloca a média de 2,35 gols por partida, número que reflete uma competição ofensiva sem ser frenética. O melhor ataque pertenceu ao campeão Atlético Goianiense, com 60 gols marcados, enquanto a melhor defesa foi do Londrina, que sofreu apenas 29 gols ao longo das 38 rodadas — números que contam histórias distintas: um campeão que venceu pelo poder ofensivo e um clube de meio de tabela que sobreviveu pelo vigor defensivo.

O campeão: Atlético Goianiense e um título sem contestação

O Atlético Goianiense terminou a Série B 2016 com 76 pontos em 38 jogos, aproveitamento de 66,7%, resultado de 22 vitórias, 10 empates e apenas 6 derrotas. A margem sobre o vice-campeão Avaí foi de dez pontos — uma distância expressiva que traduz a consistência do clube goiano durante toda a temporada. O saldo de gols de +25 foi o melhor da competição, combinando o ataque mais produtivo (60 gols marcados) com uma defesa que cedeu 35 tentos, o segundo menor número entre os times do G4.

A campanha do título foi selada de forma contundente: o Atlético Goianiense garantiu matematicamente o acesso ao derrotar o Londrina por 3–2 fora de casa (Wikipédia) e, na rodada seguinte, sacramentou o título ao superar o Tupi por 5–3 no Estádio Olímpico, em Goiânia (Wikipédia). A vitória por 5 a 3 sobre o mesmo adversário que seria rebaixado naquele resultado resume em placar a postura ofensiva que marcou toda a trajetória do clube na competição. Com 22 triunfos, o Dragão goiano foi o time que mais venceu na edição.

A briga pelo G4: acesso com drama até o fim

Se o título do Atlético Goianiense foi construído com tranquilidade relativa, a disputa pelas outras três vagas de acesso foi decidida com tensão máxima. Avaí, Vasco da Gama e Bahia completaram o quarteto promovido à Série A, mas cada acesso teve sua própria narrativa numérica.

  • Avaí (2.º lugar, 66 pontos): o clube catarinense terminou com 19 vitórias, 9 empates e 10 derrotas, saldo de +11 e defesa que cedeu apenas 34 gols — igual ao Bahia, a segunda melhor da competição entre os classificados. O Avaí garantiu seu acesso na penúltima rodada ao vencer o Londrina por 1–0 (Wikipédia).
  • Vasco da Gama (3.º lugar, 65 pontos): um ponto atrás do Avaí, o clube carioca terminou com 19 vitórias, 8 empates e 11 derrotas, e o segundo melhor ataque entre os promovidos, com 54 gols marcados. O acesso vascaíno foi definido apenas na última rodada, com uma vitória de virada sobre o Ceará por 2–1 no Maracanã (Wikipédia), resultado que confirma a tensão da campanha.
  • Bahia (4.º lugar, 63 pontos): o Tricolor baiano encerrou a competição com 18 vitórias, 9 empates e 11 derrotas, saldo de +23 e ataque com 57 gols — segundo mais produtivo da Série B, atrás apenas do campeão. Com dois pontos a menos que o Vasco, o Bahia completou o G4 em uma temporada em que seu poder ofensivo foi determinante.

A diferença de apenas três pontos entre o 2.º e o 4.º colocado (66 a 63) ilustra a disputada briga pelo acesso. O 5.º colocado, Náutico Recife, terminou com 60 pontos — três a menos que o Bahia —, o que significa que, até perto do encerramento, a definição das quatro vagas permaneceu em aberto.

A zona de rebaixamento: quatro destinos, todos dolorosos

Joinville (17.º, 40 pts), Tupi (18.º, 33 pts), RB Bragantino (19.º, 32 pts) e Sampaio Corrêa (20.º, 27 pts) foram os quatro clubes rebaixados para a Série C. A diferença de sete pontos entre o Joinville, último time a confirmar o descenso, e o 16.º colocado Oeste (41 pts) mostra que a zona de rebaixamento ficou bem delimitada ao longo da temporada, com esses quatro clubes isolados dos demais.

O Sampaio Corrêa foi o primeiro time a confirmar matematicamente a queda, ao perder para o Bahia por 1–0 (Wikipédia), encerrando a temporada com apenas 27 pontos — 5 vitórias, 12 empates e 21 derrotas —, o pior saldo de gols da competição (-28) e 57 gols sofridos, também o maior número entre todos os participantes. O RB Bragantino não ficou muito atrás: 22 derrotas em 38 jogos e saldo de -24. O Tupi, por sua vez, teve o rebaixamento decretado na derrota por 5–3 para o próprio campeão (Wikipédia), resultado que encapsula simbolicamente o contraste entre os dois clubes naquela edição. Já o Joinville completou o quarteto rebaixado na última rodada, mesmo com uma vitória por 4–2 (Wikipédia), número insuficiente diante dos resultados adversos no restante da tabela.

Matematicamente, a margem entre o 17.º (Joinville, 40 pts) e o 16.º (Oeste, 41 pts) foi de apenas um ponto, tornando o rebaixamento do clube catarinense um dos mais angustiantes da temporada.

Artilharia e destaques individuais

A artilharia da Série B 2016 teve nome e sobrenome definidos desde cedo: Bill, centroavante do Ceará, terminou como artilheiro isolado com 15 gols em 32 jogos disputados. A média de quase 0,47 gol por partida o colocou à frente de um grupo de atacantes produtivos que disputaram a artilharia ao longo da temporada.

  • Bill (Ceará) — 1.º: 15 gols em 32 jogos, 9 cartões amarelos, sem expulsão. Artilheiro isolado da competição.
  • Felipe Garcia (Brasil de Pelotas) — 2.º: 13 gols em 36 jogos, 6 amarelos. Destaque de um time de meio de tabela que terminou em 11.º.
  • Nenê (Vasco da Gama) — 2.º: 13 gols em 31 jogos, 11 amarelos — o mais advertido entre os cinco primeiros artilheiros. Peça fundamental do acesso vascaíno.
  • Rômulo (Avaí) — 4.º: 12 gols em 31 jogos, 6 amarelos. Contribuição decisiva no vice-campeonato e acesso do clube catarinense.
  • Rony (Náutico Recife) — 5.º: 11 gols em 35 jogos, 8 amarelos. Um dos destaques de um Náutico que terminou em 5.º com 60 pontos, a um passo do G4.

Vale destacar que Bill marcou dois gols a mais que o segundo colocado, com quatro partidas a menos que Felipe Garcia — uma eficiência ofensiva que justifica a liderança isolada. Já Nenê contribuiu com 13 gols em apenas 31 jogos para um Vasco que terminou em 3.º e precisou de uma virada na última rodada para selar o acesso.

Cartões e disciplina

No campo disciplinar, a temporada produziu alguns nomes recorrentes. Victor Bolt, do Vila Nova, liderou tanto a lista de cartões amarelos (16) quanto a de vermelhos (2) em 29 partidas — a combinação mais agressiva de toda a competição. Gastón Filgueira Méndez, do Náutico Recife, acumulou 14 amarelos em 33 jogos sem nenhuma expulsão, enquanto Rodrigo Baldasso da Costa, do Vasco da Gama, somou 12 amarelos em 32 partidas.

Entre os expulsos mais vezes, quatro jogadores atingiram duas expulsões na temporada: Victor Bolt (Vila Nova), Jonathan Guimarães (Tupi), Ricardo Capanema (Paysandu) e Jonathan Bocão (CRB), além de Anderson Uchôa (Paraná). A presença de jogadores de times do meio e da parte baixa da tabela nessa lista sugere correlação entre indisciplina e dificuldades de campanha.

Germano Borovicz, do Londrina, merece menção à parte: o jogador somou 9 gols e 11 amarelos em 35 jogos, combinando produtividade ofensiva com intensidade física — contribuição relevante para o melhor sistema defensivo da competição.

Números e curiosidades da temporada

  • O Atlético Goianiense somou 76 pontos, o que representa aproveitamento de 66,7% — o único time a superar a marca de 70 pontos na competição.
  • A diferença de 10 pontos entre o campeão (76) e o vice (Avaí, 66) foi a maior margem entre os dois primeiros colocados, consolidando o domínio goiano.
  • O Londrina terminou em 6.º lugar com 60 pontos e apenas 29 gols sofridos — melhor defesa da competição (Wikipédia) —, mas sofreu duas derrotas decisivas que custaram o acesso: as vitórias de Avaí (1–0) e Atlético Goianiense (3–2) sobre o time paranaense foram determinantes na classificação final.
  • O CRB foi o clube com mais gols marcados entre os que não integraram o G4: 57 tentos, igualando o Bahia em poder ofensivo, mas com 5 pontos a menos na tabela.
  • A goleada máxima registrada nos fatos da temporada foi Náutico 5–0 Sampaio Corrêa (Wikipédia), placar que ilustra o abismo entre os dois extremos da tabela.
  • Entre o 5.º colocado (Náutico, 60 pts) e o 13.º (Goiás, 50 pts), a diferença foi de apenas 10 pontos para nove clubes — um dos trechos mais equilibrados da tabela.
  • O total de 894 gols em 380 jogos manteve a média de 2,35 por partida, levemente acima da marca de 2,3 que costuma definir uma competição ofensiva no futebol brasileiro.
  • A edição 2016 foi marcada pela representatividade regional inédita no formato de pontos corridos: pela primeira vez, o Sul superou São Paulo em número de representantes (Wikipédia).

A Série B de 2016 encerrou seus 38 rodadas com a confirmação do Atlético Goianiense como campeão absoluto, a emoção de três acessos decididos nas últimas rodadas e a dramaticidade de um rebaixamento definido por apenas um ponto. Os números da competição contam a história de um torneio que equilibrou domínio e incerteza — e que promoveu ao Brasileirão quatro clubes com histórico e torcida de peso.

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Última atualização: sex 12/jun 13:05 BRTDados estatísticos com fins informativos. Conteúdo destinado a maiores de 18 anos. SPA/MF