A temporada 2021 da Primera División argentina ficou marcada por uma virada histórica: pela primeira vez, a competição foi organizada pela recém-criada Liga Profissional de Futebol, que substituiu a extinta Superliga Argentina (Wikipédia). Em campo, River Plate voltou ao topo do país após longa espera, enquanto Julián Álvarez se consolidou como o nome individual mais completo do torneio, e os dados coletivos revelaram um campeonato com diferentes fases e números de jogos disputados entre os participantes — reflexo de um formato ainda em adaptação.
Visão geral da temporada
O torneio reuniu 26 clubes e totalizou 247 jogos disputados, com 608 gols marcados — média de 2,46 por partida, índice que aponta para uma competição com razoável volume ofensivo, ainda que distante da espetacularidade de ligas com médias acima de 3,0. O formato da Liga Profissional, estreante como organizador, (Wikipédia) resultou em discrepâncias no número de partidas cumpridas pelos clubes: enquanto alguns times completaram 25 rodadas, outros aparecem nos dados com apenas 13 jogos registrados — o que torna qualquer comparação direta de pontuação entre os extremos da tabela um exercício que exige cautela. Apesar disso, os critérios de classificação foram suficientes para definir um campeão, vagas continentais e, em parte, a zona de rebaixamento.
O campeão e como River Plate conquistou o título
River Plate foi o campeão da temporada 2021 (Wikipédia), encerrando um jejum de sete anos sem conquistar o torneio doméstico — a última vez havia sido em 2014, mesmo ano da chegada do técnico Marcelo Gallardo ao clube (Wikipédia). O título foi sacramentado com três rodadas de antecedência (Wikipédia), demonstrando a consistência da equipe millonaria ao longo do campeonato. A confirmação do título veio em um cenário emblemático: uma vitória por 4 a 0 sobre Racing de Avellaneda no estádio Monumental de Núñez (Wikipédia).
Nos dados disponíveis, River Plate aparece com 21 pontos em 13 jogos disputados — seis vitórias, três empates e quatro derrotas —, com saldo de gols de +14 (25 marcados, 11 sofridos). A fonte externa indica que, ao final da campanha completa, o clube acumulou o melhor ataque da competição com 53 gols marcados e a melhor defesa com apenas 19 gols sofridos (Wikipédia) — números que se sobrepõem aos parciais registrados nos dados e reforçam o domínio coletivo do time. A solidez defensiva combinada com um ataque prolífico foi a fórmula que sustentou o título.
A briga pelo topo: Defensa y Justicia e os concorrentes
O vice-campeonato ficou com Defensa y Justicia, que encerrou sua campanha com 47 pontos em 25 jogos — 13 vitórias, oito empates e apenas quatro derrotas. O aproveitamento do clube de Florencio Varela foi expressivo: 62,7% dos pontos disputados. Com 43 gols marcados e 24 sofridos, Defensa y Justicia teve o segundo maior volume ofensivo entre os clubes com 25 jogos registrados.
Talleres de Córdoba completou a parte de cima da tabela com 46 pontos em 25 partidas, sendo o time com mais vitórias nesse recorte: 14, contra sete derrotas e apenas quatro empates. Boca Juniors somou 41 pontos, com melhor defesa no grupo dos times de 25 jogos ao sofrer apenas 19 gols — mesma marca apontada para River Plate na campanha total (Wikipédia). Vélez Sarsfield chegou a 39 pontos, destacando-se pelo equilíbrio: dez vitórias, nove empates e seis derrotas.
Entre os clubes com 13 jogos registrados, Colon Santa Fe liderou com 25 pontos — sete vitórias, quatro empates e duas derrotas. Estudiantes de La Plata somou 22 pontos com seis vitórias, e Racing Club e San Lorenzo ficaram com 21 pontos cada, em cenário de alta disputa entre os times que cumpriram metade da jornada.
A zona de rebaixamento: descenso, pandemia e exceções
Um dos aspectos mais incomuns da temporada 2021 diz respeito ao rebaixamento: segundo a fonte externa, o descenso foi adiado para a temporada de 2022 em razão dos impactos da pandemia de COVID-19 (Wikipédia). Isso significa que, embora os dados apontem clubes nas posições mais baixas da tabela com campanhas claramente deficitárias, o acesso ao Nacional B não foi imediatamente aplicado nesta edição.
Ainda assim, os números da zona inferior da tabela merecem atenção. Atlético Tucumán foi o time com a pior campanha entre os clubes com 25 jogos: apenas 22 pontos, com cinco vitórias, sete empates e 13 derrotas, além do saldo de gols mais negativo da competição: -24 (22 marcados e 46 sofridos). Sarmiento Junín somou 24 pontos, com 13 derrotas também, e saldo de -10. Patronato registrou 25 pontos, com dez empates e dez derrotas, e saldo de -12. Newells Old Boys, na 19ª posição, chegou a 28 pontos, mas com saldo de -8 e 11 derrotas em 25 jogos.
Vale registrar que Sarmiento Junín e Platense foram os times promovidos à primeira divisão antes do início da temporada 2021 (Wikipédia): Sarmiento após quatro anos de ausência e Platense depois de 22 anos longe da elite (Wikipédia) — retorno histórico para o clube do bairro de Vicente López.
Artilharia: Sand lidera, Álvarez brilha em dois quesitos
A artilharia da temporada ficou com J. Sand, do Lanús, que marcou 21 gols em 37 jogos — média de 0,57 por partida. O centroavante ainda contribuiu com cinco assistências, totalizando participação direta em 26 tentos. Seu desempenho foi consistente ao longo de praticamente toda a temporada, com apenas cinco cartões amarelos e nenhum vermelho em 37 aparições.
Logo atrás, J. Álvarez, do River Plate, entregou a campanha individual mais completa do torneio: 20 gols e 12 assistências em 35 jogos, somando participação direta em 32 gols — número que o coloca em patamar diferenciado. Sua média de gols (0,57) empatou com a de Sand, mas as 12 assistências — melhor marca do campeonato — tornaram Álvarez incontestável como o jogador mais decisivo da temporada. A combinação de finalização e criação em um único jogador foi um diferencial claro para o River Plate campeão. Vale notar que a fonte externa aponta Julián Álvarez como artilheiro com 18 gols (Wikipédia), divergência em relação aos 20 registrados nos dados oficiais que embasam esta retrospectiva.
- M. Ruben (Rosario Central): 18 gols e 1 assistência em 30 jogos
- M. Giménez (Central Córdoba de Santiago): 16 gols e 2 assistências em 33 jogos — com 9 cartões amarelos, o mais advertido entre os artilheiros
- W. Bou (Defensa y Justicia): 15 gols e 4 assistências em 36 jogos
Destaques em assistências e criação
Com 12 passes para gol, J. Álvarez (River Plate) liderou a categoria de assistências com folga. O segundo colocado foi F. Pizzini (Defensa y Justicia), que registrou 11 assistências em apenas 10 jogos disputados — taxa de criação notável, de 1,1 passe para gol por partida, embora o reduzido número de aparições limite qualquer generalização.
M. Braida (Aldosivi), E. Cardona (Boca Juniors) e L. Blanco (Rosario Central) dividiram o terceiro lugar com oito assistências cada. Cardona se destacou por ter alcançado essa marca em apenas 19 partidas. Blanco, por sua vez, não marcou nenhum gol ao longo da temporada — sua contribuição foi exclusivamente como criador de jogadas.
Cartões e disciplina: Aldosivi no centro das atenções
O ranking de cartões amarelos teve dupla liderança: A. Frías (Defensa y Justicia) e K. Mac Allister (Argentinos Juniors) acumularam 14 cartões cada ao longo da temporada. Frías os distribuiu em 35 jogos, enquanto Mac Allister os somou em 32 aparições — ambos sem nenhum vermelho.
A equipe do Aldosivi marcou presença nos rankings disciplinares de forma expressiva: G. Gil Romero e E. Insúa somaram 13 amarelos cada, e J. Indacoechea liderou isolado a tabela de cartões vermelhos com dois, em apenas 19 jogos. A combinação de Insúa e Indacoechea com as marcas de Braida nas assistências mostra um clube de perfil técnico-agressivo ao longo da temporada.
D. Blanco, do Independiente, acumulou 12 amarelos e um vermelho em 36 partidas — uma das campanhas disciplinares mais carregadas entre os jogadores que estiveram presentes na maior parte do torneio. E. Díaz (Talleres de Córdoba) somou 11 amarelos e um vermelho em 32 jogos, com o agravante de que também contribuiu com quatro gols e quatro assistências — perfil de meio-campista de alto volume e intensidade.
Números e curiosidades da temporada
O melhor ataque do torneio, segundo os dados, foi o de Lanús, com 44 gols marcados em 25 partidas — curiosamente, o clube ficou na 10ª posição, o que reflete uma defesa porosa: 43 gols sofridos e saldo de apenas +1. Nenhum outro time combinou tanto volume ofensivo com tamanha vulnerabilidade defensiva. O melhor ataque global, considerando a campanha completa, pertence a River Plate com 53 gols (Wikipédia).
A melhor defesa entre os dados parciais foi a de Colon Santa Fe, com apenas 10 gols sofridos em 13 jogos — base do título do clube santafesino naquela fase da competição. Na visão geral da temporada, River Plate encerrou com 19 gols sofridos (Wikipédia), a menor marca entre os clubes que cumpriram o calendário completo.
Um registro se destaca entre os fatos externos: Boca Juniors aplicou 8 a 1 sobre Central Córdoba de Santiago em 11 de dezembro, na 25ª rodada (Wikipédia) — a maior goleada documentada da temporada. O resultado contrastou com a campanha geral do Boca, que fechou em 41 pontos, fora do título, mas entre os melhores do torneio.
- Total de gols na temporada: 608
- Total de jogos disputados: 247
- Média de gols por jogo: 2,46
- Artilheiro: J. Sand (Lanús) — 21 gols
- Jogador mais completo: J. Álvarez (River Plate) — 20 gols e 12 assistências
- Mais cartões amarelos: A. Frías e K. Mac Allister — 14 cada
- Mais cartões vermelhos: J. Indacoechea (Aldosivi) — 2
- Maior goleada documentada: Boca Juniors 8 a 1 sobre Central Córdoba (Wikipédia)
A temporada 2021 da Liga Profissional ficará na memória como o ano da retomada de River Plate ao topo do futebol argentino, do surgimento de Julián Álvarez como protagonista incontestável e de uma reformulação institucional da competição que, apesar das irregularidades de formato ainda visíveis nos dados, entregou um campeonato movimentado, com 608 gols e disputas abertas da liderança à zona de rebaixamento.









































































