A UEFA Conference League 2024–25 encerrou seu ciclo histórico com o Chelsea levantando a taça em Breslávia, na Polônia, coroando uma campanha dominante que começou já na fase de liga e se estendeu até a decisão final diante do Real Betis (Wikipédia). A edição foi marcada por transformações profundas: estreia do novo formato com 36 equipes em fase de liga única, renomeação oficial da competição e uma participação inédita de 164 clubes representando 54 federações — números que evidenciam a capilaridade crescente do terceiro torneio continental da UEFA (Wikipédia).
Visão Geral da Temporada
A temporada 2024–25 da UEFA Conference League entrou para a história antes mesmo de a bola rolar. Foi a primeira edição disputada no novo formato de fase de liga única com 36 participantes, substituindo o sistema de grupos anteriormente adotado. A mudança veio acompanhada de uma alteração no regulamento que eliminou a tradicional "repescagem" de equipes rebaixadas da UEFA Europa League para a fase final da Conference, quebrando o mecanismo de vasos comunicantes entre os torneios (Wikipédia). O Olympiacos, campeão da edição 2023–24, não pôde defender o título em razão das novas regras de acesso (Wikipédia).
A fase de liga reuniu 36 clubes de todo o continente em rodadas disputadas no modelo todos-contra-alguns, gerando uma tabela única e unificada. Os dados da fase de liga revelam um quadro com ampla variação de desempenho: o Chelsea terminou isolado no topo com 18 pontos em seis jogos — aproveitamento de 100% —, enquanto o lanterna Petrocub encerrou a fase com apenas dois pontos. Entre os extremos, dezenas de clubes disputaram cada ponto com a compacidade que o formato proporciona.
O Campeão e a Final
O Chelsea sagrou-se campeão da UEFA Conference League 2024–25, tornando-se o primeiro clube a conquistar a competição na primeira edição do novo formato (Wikipédia). A decisão foi disputada no Estádio Municipal de Breslávia, na Polônia, tendo o Real Betis como adversário na final (Wikipédia).
A trajetória do Chelsea até o título foi construída sobre bases sólidas desde a fase de liga, onde o clube inglês apresentou o melhor desempenho dentre todos os 36 participantes: seis vitórias em seis jogos, 26 gols marcados, apenas cinco sofridos e saldo de 21 — o maior da fase. Nenhum outro clube chegou sequer perto desses índices coletivos na fase inicial. O Real Betis, que terminou a fase de liga na 15ª posição com 10 pontos, trilhou o caminho pelo mata-mata até alcançar a grande decisão, comprovando o imprevisível caráter eliminatório da competição.
Enzo Fernández, volante argentino do Chelsea, foi um dos nomes de destaque do clube na fase de liga, acumulando sete assistências em 11 partidas — segundo maior número entre todos os jogadores da competição nessa fase. Seus números traduzem a presença criativa que o time londrino exerceu ao longo do torneio.
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além do campeão e do vice, alguns clubes chamaram atenção pelo desempenho na fase de liga. A Fiorentina, finalista das duas edições anteriores da competição, chegou à terceira posição na fase de liga com 13 pontos, quatro vitórias e saldo de gols de +11 — números que demonstram consistência, mas não garantiam a passagem automática aos mata-matas dependendo do recorte de classificação do formato.
O Vitória Sport Clube de Guimarães apareceu na segunda colocação da fase de liga com 14 pontos, resultado de quatro vitórias e dois empates, sem nenhuma derrota. O saldo de +7 e treze gols marcados posicionaram o clube português como uma das revelações coletivas da fase inicial.
- Chelsea — 18 pts | 6V 0E 0D | GP 26 | GC 5 | SG +21
- Guimarães — 14 pts | 4V 2E 0D | GP 13 | GC 6 | SG +7
- Fiorentina — 13 pts | 4V 1E 1D | GP 18 | GC 7 | SG +11
- Rapid Vienna — 13 pts | 4V 1E 1D | GP 11 | GC 5 | SG +6
- Djurgårdens IF — 13 pts | 4V 1E 1D | GP 11 | GC 7 | SG +4
- FC Lugano — 13 pts | 4V 1E 1D | GP 11 | GC 7 | SG +4
Chama atenção a presença do FC Lugano, da Suíça, e do Djurgårdens IF, da Suécia, entre os clubes com melhor desempenho na fase de liga. Ambos acumularam 13 pontos, mas ficaram atrás de Fiorentina e Rapid Vienna pelo saldo de gols mais modesto em alguns critérios de desempate. O Shamrock Rovers, da Irlanda, também merece nota ao alcançar 11 pontos, comprovando o alcance global que o novo formato conferiu à competição.
A Fase de Liga
A fase de liga unificada com 36 equipes foi o grande laboratório da edição. Os dados consolidados mostram uma tabela com elevado grau de competitividade nas posições intermediárias: entre o 3º e o 16º colocado, todos os clubes encerraram a fase com 10 a 13 pontos — uma diferença de apenas três pontos separando treze equipes. Essa compactação tornou a disputa pelas vagas diretas às oitavas de final e pelos play-offs de repescagem intensa até as rodadas finais.
O extremo oposto também foi revelador. Petrocub (2 pts), Larne (3 pts), Dinamo Minsk (3 pts), The New Saints (3 pts) e LASK Linz (3 pts) compuseram a base da tabela, com aproveitamentos que variaram de 11% a 17%. O FC Noah encerrou a fase com saldo de –10, e o FC St. Gallen sofreu 18 gols em seis partidas — a pior defesa da fase de liga.
O número total de participantes na competição — 164 clubes de 54 federações (Wikipédia) — reflete o papel da Conference League como porta de entrada de associações menores no futebol europeu de clubes. A diversidade geográfica ficou estampada na própria fase de liga, com representantes de Belarus, Arménia, Cazaquistão, Moldávia e Irlanda do Norte, entre outros.
Artilharia e Destaques Individuais
A artilharia da temporada foi liderada por V. Erlien, do Tromsø, com 14 gols e duas assistências em 30 partidas — desempenho que rendeu ao atacante norueguês o título de goleador da edição. Sua média supera 0,46 gols por jogo, número expressivo considerando o calendário extenso de um torneio europeu combinado com a liga doméstica.
O pódio dos artilheiros foi completado por dois jogadores do Silkeborg: Y. Bakiz (10 gols e sete assistências em 25 jogos) e T. Adamsen (9 gols em 28 partidas). A contribuição dupla do clube dinamarquês entre os três primeiros colocados na artilharia é um dado relevante sobre o aproveitamento ofensivo do time. M. O'Hara, do St. Mirren, empatou com Bakiz em 10 gols, mas somou mais cartões — oito amarelos e um vermelho em 35 partidas — perfil que indicou presença intensa e por vezes turbulenta nos jogos.
- 1º V. Erlien (Tromsø) — 14 gols | 2 assistências | 30 jogos
- 2º Y. Bakiz (Silkeborg) — 10 gols | 7 assistências | 25 jogos
- 3º M. O'Hara (St. Mirren) — 10 gols | 2 assistências | 35 jogos
- 4º T. Adamsen (Silkeborg) — 9 gols | 1 assistência | 28 jogos
- 5º Ș. Baiaram (Universitatea Craiova) — 8 gols | 1 assistência | 26 jogos
No ranking de assistências, o destaque individual mais expressivo foi S. Sešlar, do Celje, que distribuiu oito passes para gol em apenas 12 partidas — a maior média de assistências por jogo entre todos os jogadores listados. Apesar de o Celje ter encerrado a fase de liga com apenas sete pontos (7ª posição entre os 36), o meia esloveno foi o jogador mais criativo da competição em termos de assistências por participação. Enzo Fernández, do Chelsea, aparece em terceiro no ranking de assistências com sete passes para gol em 11 jogos — números que reforçam a contribuição do argentino na campanha do título.
Números e Curiosidades
A edição revelou contrastes marcantes quando se analisa o conjunto dos dados disponíveis.
- O Chelsea foi a única equipe a encerrar a fase de liga com aproveitamento de 100% (18 pontos em 18 possíveis), separando-se em quatro pontos do segundo colocado, Guimarães.
- Treze equipes terminaram a fase de liga com 10 ou 11 pontos, evidenciando um bloco intermediário de alta competitividade onde pequenas variações definiram classificações e eliminações.
- A pior defesa da fase de liga foi o FC St. Gallen, com 18 gols sofridos em seis partidas — média de três por jogo. O FC Noah teve o pior saldo de gols (–10), seguido pelo LASK Linz (–10) e pelo HJK Helsínquia (–6).
- E. Lamela, do AEK Athens, foi o jogador com mais cartões amarelos (10) e está entre os mais expulsos (1 vermelho em 34 jogos). A. Koita, também do AEK Athens, liderou o ranking de cartões vermelhos com dois na temporada.
- O AEK Athens colocou dois jogadores entre os cinco mais advertidos da competição — Lamela e Koita —, sugerindo um estilo de jogo mais agressivo ou maior exposição disciplinar.
- 164 clubes de 54 federações participaram da competição (Wikipédia), tornando a Conference League o torneio de clubes com maior diversidade de associações da UEFA.
- A final foi realizada no Estádio Municipal de Breslávia, na Polônia, com Chelsea e Real Betis como protagonistas (Wikipédia).
- Com o título, o Chelsea se tornou o primeiro campeão da Conference League no novo formato (Wikipédia), encerrando uma temporada de renovação estrutural com uma conquista inédita para o clube inglês na competição.
A UEFA Conference League 2024–25 consolidou-se como um torneio em plena transformação. O novo formato ampliou a participação continental, tornou a fase inicial mais competitiva e eliminou o mecanismo que permitia a "herança" de vagas da Europa League. O Chelsea soube navegar todas essas variáveis com eficiência, dominando a fase de liga com autoridade e conquistando o título na final polaca — um desfecho que marcou o começo de uma nova era para a terceira janela europeia do futebol de clubes.















































































































































































































