A edição 2022–23 da UEFA Conference League encerrou um ciclo histórico para a competição: última temporada com o formato de 32 equipes na fase de grupos e com o nome Liga Conferência Europa da UEFA (Wikipédia), a edição consagrou o Olympiacos como campeão inédito do torneio e revelou talentos que chamarão atenção nos anos seguintes. Ao longo de 141 partidas, 411 gols foram marcados diante de um público total de 2.327.520 espectadores (Wikipédia), consolidando a Conference League como uma vitrine relevante do futebol continental.
Visão Geral da Temporada
Criada pela UEFA para ampliar o acesso de clubes de federações menores à competição europeia, a Conference League reuniu, nesta edição, 178 equipes de 54 federações (Wikipédia). A fase de grupos contou com oito chaves de quatro times cada, e o mata-mata posterior reduziu o campo progressivamente até a grande final. A temporada marcou também a despedida do formato original: a partir de 2024–25, a competição seria renomeada para Liga Conferência da UEFA e ganharia novo modelo estrutural (Wikipédia). Trata-se, portanto, de uma edição de fechamento de era — o que empresta à conquista do Olympiacos um peso simbólico adicional.
O Campeão e a Final
O Olympiacos encerrou a temporada com o título inédito da Conference League, derrotando a Fiorentina na grande final disputada no Estádio Agia Sophia, em Atenas, na Grécia, em 29 de maio de 2024 (Wikipédia). A escolha da capital grega como sede deu ao confronto uma dimensão especial: o clube do Pireu ergueu a taça diante da própria torcida, em solo helênico. Para o Olympiacos, foi o primeiro título europeu de sua história (Wikipédia), coroando uma campanha que superou adversários ao longo de todas as fases do mata-mata.
Do lado da Fiorentina, a derrota na final representou amargura renovada. O clube florentino havia avançado do Grupo A — onde terminou com 13 pontos, empatado com o Istanbul Basaksehir, sendo superado na classificação pelo saldo de gols (8 contra 11) — e protagonizou uma das campanhas mais longas da competição, com Arthur Cabral sendo peça central no ataque ao longo dos 16 jogos disputados pelo brasileiro na edição.
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além do finalista Fiorentina e do campeão Olympiacos, a edição contou com clubes que se destacaram em suas respectivas etapas:
- West Ham foi o time mais dominante da fase de grupos, com campanha perfeita no Grupo B: seis vitórias em seis jogos, 13 gols marcados, apenas 4 sofridos e 18 pontos — o melhor desempenho absoluto entre todos os grupos da edição.
- AZ Alkmaar terminou o Grupo E com 15 pontos e cinco vitórias em seis partidas, apresentando também o artilheiro individual da fase de grupos, Vangelis Pavlidis. O clube holandês foi um dos mais consistentes da fase inicial.
- Djurgardens IF surpreendeu ao liderar o Grupo F com 16 pontos — a segunda maior pontuação da fase de grupos —, vencendo cinco partidas e empatando uma, sem nenhuma derrota.
- Villarreal conduziu o Grupo C com 13 pontos e uma campanha equilibrada, enquanto o Sivasspor foi o melhor do Grupo G, com 11 pontos e saldo positivo de quatro gols.
A Fase de Grupos
Os oito grupos apresentaram dinâmicas distintas, do domínio absoluto ao equilíbrio extremo. O Grupo B foi o mais desequilibrado de todos: o West Ham somou 18 pontos com aproveitamento de 100%, ao passo que o FCSB encerrou a fase com apenas 2 pontos e saldo de gols de -15 — a pior marca entre todas as equipes participantes dos grupos. A distância entre o líder e o último colocado nesse grupo chegou a 16 pontos.
No extremo oposto, o Grupo D foi o mais disputado da fase: Nice e FK Partizan terminaram empatados com 9 pontos cada, enquanto o 1.FC Köln ficou a apenas um ponto, com 8. Três dos quatro times encerraram a fase com saldo de gols entre -3 e +2, evidenciando o equilíbrio do confronto. O Slovácko, com 5 pontos, também não ficou muito distante.
O Grupo H apresentou outro empate no topo: Slovan Bratislava e FC Basel 1893 terminaram com os mesmos 11 pontos, mesma diferença de gols (+2) e foram separados por critérios de desempate mais específicos. Já o Grupo A protagonizou um duelo equilibrado entre Istanbul Basaksehir e Fiorentina — ambos com 13 pontos, quatro vitórias, uma derrota e um empate —, com o Basaksehir avançando em primeiro graças ao saldo de gols superior.
Entre os times que mais sofreram na fase de grupos, o Rīgas FS (Grupo A) terminou sem nenhuma vitória em seis jogos e apenas 2 pontos, enquanto o Shamrock Rovers (Grupo F) encerrou com apenas 1 gol marcado em seis partidas — o ataque mais apagado de toda a fase de grupos.
Artilharia e Destaques Individuais
O artilheiro geral da edição foi Ayoub El Kaabi, do Olympiacos, com 11 gols (Wikipédia) — número que inclui as fases eliminatórias e que superou todos os demais marcadores registrados ao longo da competição. El Kaabi foi também eleito o melhor jogador da edição (Wikipédia), consolidando uma performance determinante para o título do clube grego.
Na artilharia com dados completos da fase de grupos e do torneio como um todo, o ranking apresentou nomes de grande expressão:
- Vangelis Pavlidis (AZ Alkmaar) — 9 gols e 5 assistências em 13 jogos, liderando a artilharia entre os jogadores com dados registrados nos DADOS da competição. Pavlidis foi ainda o segundo na lista de garçons, com 5 assistências.
- Arthur Cabral (Fiorentina) — 8 gols em 16 jogos, com apenas 1 cartão amarelo. O centroavante brasileiro foi peça central na campanha do finalista e um dos jogadores com maior número de partidas disputadas no torneio.
- M. Ishak (Lech Poznan) — 8 gols e 4 assistências em 17 jogos, acumulando tanto eficiência ofensiva quanto participação criativa ao longo da campanha polonesa.
- J. Asoro (Djurgardens IF) — 7 gols e 2 assistências em 14 jogos, contribuindo diretamente para a sólida campanha do clube sueco na fase de grupos.
- A. Rrahmani (Ballkani) — 7 gols e 2 assistências em 12 jogos, um dos nomes mais surpreendentes da edição: o atacante do clube kosovar manteve média superior a meio gol por partida mesmo com o Ballkani encerrando o Grupo G na última posição.
No quesito assistências, Cristiano Biraghi (Fiorentina) liderou isolado com 7 passes para gol em 15 partidas, sendo o jogador mais participativo na criação ofensiva de toda a edição. O lateral-esquerdo italiano somou apenas 1 gol, mas foi o principal arquiteto das jogadas florentinas. D. Males (FC Basel 1893) e M. Kerkez (AZ Alkmaar) dividiram o segundo lugar com 6 assistências cada.
A revelação da competição foi Igor Thiago (Wikipédia), premiado pela UEFA ao fim da edição — nome que emergiu como uma das grandes promessas identificadas ao longo do torneio.
Números e Curiosidades
- A edição foi a última com o formato de 32 clubes na fase de grupos (Wikipédia), encerrando o modelo original da competição.
- Foi também a última temporada com o nome UEFA Conference League — Liga Conferência Europa da UEFA —, antes da renomeação para Liga Conferência da UEFA a partir de 2024–25 (Wikipédia).
- 141 jogos foram disputados ao longo da edição, com 411 gols marcados, resultando em média de aproximadamente 2,91 gols por partida (Wikipédia).
- O público total foi de 2.327.520 espectadores em 141 partidas (Wikipédia), uma média próxima a 16.500 torcedores por jogo.
- 178 equipes de 54 federações participaram da competição em alguma fase (Wikipédia), reafirmando o alcance continental do torneio.
- O West Ham foi o único clube a vencer todos os seis jogos da fase de grupos, com 18 pontos e aproveitamento de 100%.
- Vangelis Pavlidis foi o jogador mais produtivo por partida entre os artilheiros registrados: 9 gols em 13 jogos, média de 0,69 gol/jogo.
- W. Burger (FC Basel 1893) acumulou 8 cartões amarelos em 18 jogos — o maior número entre todos os jogadores da edição —, sem nenhum vermelho.
- O Grupo B foi o único a ter um time com aproveitamento perfeito (West Ham) e simultaneamente o pior saldo coletivo do quarto colocado (FCSB, com -15).
- Shamrock Rovers marcou apenas 1 gol em 6 jogos na fase de grupos — o ataque mais ineficiente de toda a fase inicial.
A edição 2022–23 da UEFA Conference League deixa um legado duplo: de um lado, o encerramento de um formato que abriu as portas europeias a dezenas de clubes de mercados menores; de outro, a consagração histórica do Olympiacos, primeiro campeão grego de um torneio da UEFA desde a criação da Conference League — um título conquistado em casa, diante do próprio povo.





































































































































































































































