O Real Madrid encerrou a LaLiga 2021-22 com autoridade absoluta, conquistando o 35º título da história do clube na competição nacional com 86 pontos em 38 rodadas — 13 a mais do que o vice-campeão Barcelona. A temporada, iniciada em 13 de agosto de 2021 e encerrada em 22 de maio de 2022, marcou a 91ª edição da LaLiga Santander e confirmou o domínio merengue sobre um campeonato que teve o Atlético de Madrid como defensor do título — bicampeonato que, ao fim, não se concretizou (Wikipédia).
Visão geral da temporada
A edição 2021-22 da LaLiga reuniu 20 clubes ao longo de 38 rodadas e produziu 951 gols em 380 partidas disputadas, resultando em uma média de 2,5 gols por jogo — números que atestam uma temporada de alto volume ofensivo. A distribuição de forças no topo da tabela foi marcada por um grupo de quatro times separados por apenas 16 pontos entre o campeão e o quarto colocado, enquanto a zona de rebaixamento ficou perigosamente próxima dos times que escaparam. No lado individual, Karim Benzema protagonizou uma das melhores temporadas de um jogador na LaLiga nos últimos anos, acumulando números que colocaram seu nome no centro de qualquer análise da competição.
O campeão e como conquistou o título
O Real Madrid foi soberano. Com 26 vitórias, 8 empates e apenas 4 derrotas, o clube acumulou 86 pontos e ostentou o melhor ataque da temporada, com 80 gols marcados. A diferença de saldo de gols merengue foi de +49, mais do que o dobro do segundo melhor saldo — o do Barcelona, com +30. A solidez defensiva também foi notável: apenas 31 gols sofridos em 38 partidas, segundo melhor número entre os 20 clubes.
O aproveitamento do Real Madrid ao longo da temporada chegou a 75,4%, índice que traduz a consistência da campanha. A goleada sobre o Levante por 6 a 0 no Santiago Bernabéu, em 12 de maio de 2022, figurou entre os resultados expressivos do campeão (Wikipédia). Vale lembrar que a equipe entrou na temporada sem o título nacional — o Atlético de Madrid havia sido campeão na edição anterior — e o reconquistou de forma contundente, sem deixar margem para disputa prolongada no trecho decisivo do calendário.
O título foi o 35º do Real Madrid na história da LaLiga (Wikipédia), reafirmando o clube como o maior campeão da competição espanhola.
A briga pelo G4 e a classificação continental
As quatro vagas para a UEFA Champions League foram disputadas com intensidade. Barcelona (73 pontos), Atlético de Madrid (71) e Sevilla (70) completaram o G4, com uma separação de apenas três pontos entre o segundo e o quarto colocados — cenário que ilustra como o grupo perseguidor foi equilibrado.
O Sevilla, em particular, apresentou um perfil distinto dos demais: com 18 vitórias, mas também 16 empates e apenas 4 derrotas, o clube andaluz foi o mais consistente em evitar reveses — empatando o Real Madrid no quesito número de derrotas. Essa solidez sustentou os 70 pontos e garantiu a vaga europeia de maior prestígio. O Atlético de Madrid, defensor do título, terminou em terceiro com 71 pontos e 21 vitórias, mas pagou um preço alto pelas 9 derrotas ao longo da temporada — contra apenas 4 do campeão.
Na sequência, Real Betis (65 pontos, 5º lugar) e Real Sociedad (62 pontos, 6º lugar) garantiram vagas em competições europeias de menor porte, consolidando uma zona intermediária competitiva. O Villarreal, em sétimo com 59 pontos, e o Athletic Club, em oitavo com 55, completaram o grupo de times que terminaram acima da linha dos 50 pontos.
- Real Madrid — 86 pts | 26V 8E 4D | GP 80 / GC 31 / SG +49
- Barcelona — 73 pts | 21V 10E 7D | GP 68 / GC 38 / SG +30
- Atlético de Madrid — 71 pts | 21V 8E 9D | GP 65 / GC 43 / SG +22
- Sevilla — 70 pts | 18V 16E 4D | GP 53 / GC 30 / SG +23
A zona de rebaixamento
O rebaixamento foi definido com alguma antecedência para os três piores colocados: Alavés (20º, 31 pontos), Levante (19º, 35 pontos) e Granada CF (18º, 38 pontos) desceram à segunda divisão espanhola (Wikipédia). Os três clubes compartilharam o mesmo número de vitórias — apenas 8 em 38 rodadas — diferenciando-se pelo volume de empates e pela quantidade de gols sofridos.
O Alavés foi o lanterna com folga: 23 derrotas, saldo de -34 e apenas 31 gols marcados ao longo do campeonato inteiro, o pior ataque da divisão. O Levante, apesar de ter marcado 51 gols — volume razoável —, sofreu 76, o pior saldo defensivo de toda a temporada (-25). O Granada CF, com 44 gols marcados e 61 sofridos, descendeu com 38 pontos.
A permanência de Cádiz na 17ª posição com 39 pontos mostra o quão estreita foi a margem para os que escaparam. O clube terminou apenas um ponto à frente do Granada, com o mesmo número de vitórias (8), mas com mais empates (15 contra 14) e saldo de gols levemente superior (-16 contra -17). Mallorca (16º, 39 pts) e Getafe (15º, 39 pts) também encerraram a temporada com apenas um ponto de distância do rebaixamento, evidenciando que a parte de baixo da tabela foi palco de angústia até as rodadas finais.
- Cádiz (17º) — 39 pts | Escapou por 1 ponto
- Granada CF (18º) — 38 pts | Rebaixado
- Levante (19º) — 35 pts | Rebaixado
- Alavés (20º) — 31 pts | Rebaixado
Artilharia e destaques individuais
Karim Benzema foi o nome da temporada sem contestação. O centroavante do Real Madrid terminou como artilheiro com 27 gols em 32 partidas — média de 0,84 gols por jogo —, além de ter distribuído 12 assistências. O dado ainda mais impressionante é a ausência total de cartões amarelos ou vermelhos ao longo de toda a campanha, o que reforça a leitura de um jogador que produziu em alto nível sem desgaste disciplinar. Sua combinação de 27 gols e 12 assistências equivale a participação direta em 39 finalizações convertidas, número que por si só contextualiza a extensão de sua influência.
Em segundo na artilharia, Iago Aspas, do Celta Vigo, marcou 18 gols em 37 jogos e adicionou 6 assistências, totalizando 24 participações diretas em gols. O atacante galego foi peça central para que o Celta terminasse na 11ª posição com saldo equilibrado (43 gols marcados e 43 sofridos). Vinícius Júnior e Raúl de Tomás dividiram o terceiro posto com 17 gols cada: o brasileiro, do Real Madrid, contribuiu ainda com 10 assistências em 35 partidas; Tomás, do Espanyol, somou 3 assistências em 34 jogos, mas acumulou um cartão vermelho. Juanmi, do Real Betis, fechou o top 5 com 16 gols e 4 assistências em 33 partidas.
Assistências: Dembélé lidera com rendimento por jogo impressionante
Ousmane Dembélé, do Barcelona, foi o líder em assistências com 13 passes para gol em apenas 21 jogos disputados — uma média de 0,62 assistências por partida, a mais alta entre todos os destaques individuais da temporada nessa categoria. Apesar da irregularidade no número de jogos, a produtividade do francês por 90 minutos foi notável. Benzema ficou em segundo com 12 assistências, e Vinícius Júnior empatou em terceiro com Muniain (Athletic Club) e Jordi Alba (Barcelona), cada um com 10 passes para gol. Jordi Alba, no entanto, acumulou 11 cartões amarelos em 30 partidas — o maior número entre os cinco líderes em assistências.
Disciplina: cartões e comportamento em campo
No quesito cartões amarelos, Omar Alderete, do Valencia, foi o jogador mais advertido da temporada com 15 amarelos em 29 partidas. O defensor paraguaio liderou uma lista em que D. Suárez (Getafe), Ó. Trejo (Rayo Vallecano) e M. Arambarri (Getafe) aparecem empatados em segundo com 13 cada. Sergio Busquets, do Barcelona, fechou o top 5 com 12 amarelos em 36 jogos.
Em cartões vermelhos, Jorge Cuenca (Getafe) e Jules Koundé (Sevilla) lideraram a temporada com 2 expulsões cada. Koundé, apesar dos 2 vermelhos, marcou 2 gols e distribuiu 1 assistência em 32 partidas, mantendo relevância técnica mesmo com as ausências por suspensão. Hugo Guillamón (Valencia), Íñigo Martínez (Athletic Club) e José Gayà (Valencia) completaram o top 5 em vermelhos, cada um com 1 expulsão.
Números e curiosidades da temporada
- A LaLiga 2021-22 produziu 951 gols em 380 partidas, média de 2,5 por jogo.
- O Real Madrid teve o melhor ataque com 80 gols marcados; o Sevilla teve a melhor defesa com apenas 30 gols sofridos.
- Sevilla e Real Madrid empataram no número de derrotas na temporada inteira: apenas 4 cada.
- A diferença de saldo de gols entre o campeão (SG +49) e o vice-campeão (SG +30) foi de 19 gols, demonstrando a superioridade estatística do Real Madrid.
- O Levante sofreu 76 gols — o pior número defensivo do campeonato —, contribuindo para a queda do clube após anos na primeira divisão.
- Três clubes entre os quatro no G4 terminaram com 70, 71 e 73 pontos, separados por apenas 3 pontos entre o segundo e o quarto colocados.
- Benzema foi o único jogador entre os cinco primeiros artilheiros a não receber nenhum cartão na temporada inteira.
- Dembélé liderou as assistências com 13 em apenas 21 partidas, a menor carga de jogos entre todos os destaques individuais listados.
- O Atlético de Madrid, campeão defensor, terminou em terceiro — a defesa do título não se concretizou (Wikipédia).
- Os três rebaixados — Granada CF, Levante e Alavés — cederam espaço aos times promovidos da segunda divisão (Wikipédia).
A LaLiga 2021-22 ficará registrada como uma temporada de afirmação: o Real Madrid reconquistou o trono nacional com números que não deixam margem para debate, enquanto Karim Benzema entregou uma temporada individual de referência histórica. No outro extremo, a zona de rebaixamento mostrou que um único ponto pode ser a fronteira entre a permanência e a queda — lição que Cádiz, Mallorca e Getafe aprenderam de perto, ao escaparem com exatos 39 pontos cada.




































































