A UEFA Europa League 2022-23 ficou marcada pelo roteiro épico do Sevilla rumo ao seu sétimo título na competição, coroado na final disputada em Budapeste. Ao longo de 140 partidas e 379 gols, a edição revelou artilheiros de alto nível, grupos de extrema rivalidade e a presença de clubes históricos competindo lado a lado com revelações do continente.
Visão Geral da Temporada
A 52.ª edição da Liga Europa da UEFA — e a 14.ª com o formato e nome atuais — reuniu dezesseis grupos e dezenas de clubes de toda a Europa em busca de um dos títulos mais cobiçados do futebol continental (Wikipédia). A edição foi especialmente simbólica por ter recebido a final em Budapeste, na Hungria, na Puskás Aréna, arena que havia sido originalmente programada para sediar a decisão na temporada 2021-22, mas que teve sua oportunidade adiada em razão da pandemia de COVID-19 (Wikipédia). O título valeu ainda passagem direta para a fase de grupos da UEFA Champions League 2023-24, incrementando ainda mais a disputa pelo troféu (Wikipédia). Cabe registrar que o Eintracht Frankfurt, campeão da edição anterior, não pôde defender o título por ter se classificado para a Liga dos Campeões 2022-23 (Wikipédia).
Ao final, a competição totalizou 4.006.396 espectadores em seus 140 jogos, com uma média superior a 28.000 torcedores por partida, números que atestam o poder de atração do torneio em todo o continente (Wikipédia).
O Campeão e a Final
O Sevilla conquistou o título ao derrotar a Roma na final disputada na Puskás Aréna, em Budapeste (Wikipédia). O clube espanhol confirmou o que já vinha se tornando um axioma do futebol europeu: nenhuma equipe domina a Liga Europa com a consistência dos andaluzes. Com a taça erguida em Budapeste, o Sevilla chegou ao seu sétimo troféu na competição, consolidando uma hegemonia histórica.
Do lado perdedor, a Roma chegou à final carregando uma campanha sólida ao longo do torneio. Os romanos foram os jogadores com maior participação individual nos dados da temporada — o lateral G. Mancini disputou 14 jogos, assim como o meia L. Pellegrini, o mais ativo criador de jogadas do torneio. Apesar do vice-campeonato, a campanha da Roma até Budapeste representou um feito expressivo para o clube italiano, que voltou a uma grande final europeia.
Destaques de Campanha e Clubes de Maior Trajetória
Entre os clubes que mais se destacaram ao longo da temporada, a Roma merece menção especial pela profundidade de elenco demonstrada nos dados: quatro jogadores do clube aparecem entre os líderes individuais da competição, o que evidencia uma distribuição de responsabilidades pouco comum em torneios de mata-mata. L. Pellegrini liderou as assistências com quatro passes para gol em 14 jogos, ao mesmo tempo em que anotou quatro tentos. G. Mancini, por sua vez, foi o jogador mais advertido da competição, com seis cartões amarelos em 14 partidas, o que revela uma presença física marcante durante toda a jornada. Ibañez acumulou cinco amarelos em 13 jogos, completando um setor defensivo que imprimiu intensidade ao longo da campanha.
O Manchester United percorreu um trajeto extenso na temporada. Com nove jogos disputados por Rashford e o resultado expressivo da fase de grupos, o clube inglês foi um dos participantes mais ativos. O Feyenoord também merece destaque: mesmo tendo avançado de um dos grupos mais equilibrados da história recente da competição, o clube holandês contou com a contribuição ofensiva de S. Giménez em diferentes fases. O Union Saint-Gilloise surpreendeu ao figurar entre os times com maior participação nas assistências — T. Teuma e L. Lapoussin, com quatro assistências cada em dez partidas, foram peças fundamentais para os belgas.
A Fase de Grupos
A fase de grupos revelou cenários contrastantes entre os oito grupos da competição. A seguir, uma leitura dos momentos mais expressivos:
- Grupo A: O Arsenal liderou com 15 pontos em seis jogos, com cinco vitórias e apenas uma derrota, registrando o terceiro melhor saldo de gols da fase (cinco). O PSV Eindhoven foi o grande destaque ofensivo da fase, com 15 gols marcados — o maior volume de toda a fase de grupos —, avançando em segundo lugar com 13 pontos. FC Zurich encerrou na lanterna com apenas três pontos e saldo de -11.
- Grupo B: O Fenerbahce avançou invicto com 14 pontos, enquanto o Rennes, também sem derrotas, ficou em segundo com 12. O Dynamo Kyiv encerrou a fase com apenas um ponto e saldo negativo de -6, reflexo de uma campanha muito abaixo do esperado.
- Grupo C: O Real Betis foi o líder mais dominante de toda a fase de grupos, somando 16 pontos em seis jogos — a maior pontuação de todos os grupos —, com cinco vitórias, um empate e zero derrotas. A Roma classificou-se em segundo, com 10 pontos. O HJK Helsinki terminou na última posição com apenas um ponto e 13 gols sofridos.
- Grupo D: Um dos grupos mais competitivos da fase. O Union Saint-Gilloise liderou com 13 pontos, seguido pelo Union Berlin com 12. O SC Braga, com 10 pontos, ficou fora da classificação direta em uma configuração que separa os três primeiros colocados por apenas três pontos no total. O Malmö FF encerrou a fase com zero pontos em seis jogos, a pior campanha de toda a fase de grupos ao lado do Omonia Nicosia.
- Grupo E: Um dos grupos mais equilibrados em termos de nível. Real Sociedad e Manchester United terminaram empatados com 15 pontos, diferenciados pelo saldo de gols — 8 contra 7, respectivamente. O Omonia Nicosia encerrou sem nenhum ponto, com saldo de -9.
- Grupo F: O caso mais incomum de toda a fase de grupos. Feyenoord, FC Midtjylland, Lazio e Sturm Graz terminaram todos com exatamente oito pontos — dois vitórias, dois empates e duas derrotas cada —, uma situação estatisticamente raríssima. A classificação foi definida por critérios de desempate: Feyenoord avançou em primeiro pelo saldo de gols (+4), com o Midtjylland logo atrás (também +4 mas com 12 gols marcados contra 13). Lazio e Sturm Graz, com saldos de -2 e -6, foram eliminados.
- Grupo G: O SC Freiburg foi soberano com 14 pontos, invicto, e o melhor saldo defensivo entre todos os líderes de grupo (apenas três gols sofridos em seis jogos). O Nantes avançou em segundo com nove pontos. O Olympiakos Piraeus somou apenas dois pontos, com dois empates e quatro derrotas.
- Grupo H: Outro grupo de alta competitividade. Ferencvarosi TC e Monaco terminaram empatados com 10 pontos cada, com o clube húngaro avançando como líder por critério de desempate. O Trabzonspor ficou em terceiro com nove pontos, a apenas um ponto dos classificados. O FK Crvena Zvezda encerrou com seis pontos, a maior pontuação entre os eliminados da fase de grupos.
Artilharia e Destaques Individuais
A artilharia da temporada terminou empatada entre dois jogadores, confirmando os dados fornecidos — e corroborado pelos fatos externos (Wikipédia): Victor Boniface, do Bayer Leverkusen, e Marcus Rashford, do Manchester United, encerraram a competição com seis gols cada. Boniface chegou a esse número em dez partidas, enquanto Rashford o fez em apenas nove, o que representa uma eficiência ligeiramente superior em termos de média por jogo. Ambos somaram ainda uma assistência cada, confirmando sua participação ofensiva além dos gols.
Em terceiro e quarto lugares aparecem P. Dybala, da Roma, e S. Giménez, do Feyenoord, com cinco gols cada. Dybala atuou em 11 jogos e contribuiu com uma assistência, enquanto Giménez realizou nove partidas e terminou a competição com um cartão vermelho acumulado — o único entre os cinco maiores artilheiros. O brasileiro Vítinha, do SC Braga, completou o top 5 com quatro gols em apenas cinco jogos, o que representa a melhor média gol-por-jogo entre os cinco primeiros colocados.
No ranking de assistências, Lorenzo Pellegrini, da Roma, dividiu a liderança com T. Teuma e L. Lapoussin, do Union Saint-Gilloise, e Evander, do FC Midtjylland, todos com quatro passes decisivos. O diferencial de Pellegrini foi sua dupla contribuição: quatro gols e quatro assistências em 14 jogos fazem dele o jogador com maior participação direta em gols de toda a temporada. Evander realizou essa marca em apenas seis partidas, tornando-se um dos jogadores mais produtivos por jogo entre os criadores. L. Blas, do Nantes, aparece em quinto com três assistências em oito partidas, além de três gols marcados.
Números e Curiosidades
- O torneio registrou 379 gols em 140 partidas, uma média de 2,7 gols por jogo (Wikipédia).
- O público total de 4.006.396 espectadores ao longo da temporada demonstra o alcance da competição em todo o continente (Wikipédia).
- O Grupo F foi o único na história recente da competição com os quatro times terminando em igualdade absoluta de pontos (8 cada), exigindo critérios de saldo de gols para definir os classificados.
- Real Betis foi o líder de grupo mais dominante da fase: 16 pontos, invicto, com saldo de +8 e apenas quatro gols sofridos.
- Malmö FF e Omonia Nicosia encerraram suas participações sem nenhum ponto somado em seis partidas, ficando na última posição em seus respectivos grupos.
- O SC Freiburg foi o time com a defesa menos vazada entre todos os líderes de grupo: apenas três gols sofridos em seis partidas.
- O PSV Eindhoven foi o time mais goleador da fase de grupos, com 15 gols marcados — mais do que qualquer líder de chave.
- G. Mancini, da Roma, foi o jogador mais advertido de toda a temporada, com seis cartões amarelos em 14 partidas — média de um cartão a cada pouco mais de dois jogos.
- O Grupo D apresentou a maior densidade competitiva entre os três primeiros colocados: apenas três pontos separaram o primeiro (Union Saint-Gilloise, 13 pts) do terceiro (SC Braga, 10 pts).
- A final em Budapeste encerrou um ciclo de realocações motivado pela pandemia, devolvendo à capital húngara o protagonismo que lhe havia sido prometido anos antes (Wikipédia).




































































































