A UEFA Europa League 2019-20 encerrou seu ciclo com um desfecho histórico: o Sevilla levantou pela sexta vez o troféu da competição, consolidando uma dinastia única no torneio e entrando para o livro dos recordes europeus. Em uma edição marcada pelo formato condensado das fases finais e pela participação de 213 equipes de 55 federações membros da UEFA (Wikipédia), a competição entregou futebol de alto nível desde a fase de grupos até o duelo decisivo em solo alemão.
Visão Geral da Temporada
A 49ª edição do torneio, e a 11ª disputada com o formato e o nome UEFA Europa League (Wikipédia), reuniu clubes de todo o continente em 12 grupos de quatro equipes cada, com classificados avançando ao mata-mata junto a times rebaixados da fase de grupos da UEFA Champions League. O torneio percorreu um caminho longo, do qual apenas um clube saiu com o troféu: o Sevilla, que já havia vencido a competição em 2006, 2007, 2014, 2015 e 2016, chegou à sua sexta conquista com uma campanha de autoridade.
Ao todo, 213 equipes iniciaram a jornada nas fases classificatórias, tornando esta uma das edições mais abrangentes da história do torneio em termos de participação geográfica (Wikipédia). O campeão garantiu, como bônus, vaga automática na fase de grupos da UEFA Champions League 2020-21 (Wikipédia).
O Campeão e a Final
O Sevilla conquistou o título ao superar a Internazionale na final disputada no RheinEnergieStadion, em Colônia, na Alemanha (Wikipédia). A decisão colocou frente a frente dois gigantes históricos do futebol europeu, e os espanhóis se impuseram para garantir sua sexta taça da competição — feito que não encontra paralelo na história do torneio (Wikipédia).
A campanha do Sevilla começou a tomar forma já na fase de grupos, onde o clube encerrou o Grupo A na liderança com desempenho dominante: 15 pontos em seis jogos, com cinco vitórias, apenas uma derrota, 14 gols marcados e somente três sofridos. O saldo de gols de +11 foi o maior entre todos os líderes de grupo na fase inicial, sinalizando desde cedo a capacidade ofensiva e a solidez defensiva do clube andaluz. O caminho até a final incluiu os duelos do mata-mata europeu que culminaram na decisão de Colônia, onde o sexto troféu foi selado.
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além do campeão, outros clubes protagonizaram campanhas de relevo ao longo da temporada. A Internazionale chegou à final como vice-campeã (Wikipédia), representando a persistência italiana na competição. Entre os clubes que tiveram boas fases de grupos, merecem menção:
- Manchester United (Grupo L): 13 pontos, quatro vitórias, apenas uma derrota e a melhor defesa da fase de grupos com somente dois gols sofridos em seis partidas.
- SC Braga (Grupo K): líder invicto com 14 pontos — quatro vitórias e dois empates —, o melhor aproveitamento entre todos os líderes de grupo, com 15 gols marcados.
- Arsenal (Grupo F): 11 pontos e 14 gols marcados na fase de grupos, com Bukayo Saka emergindo como nome de destaque na criação de jogo.
- Celtic (Grupo E): liderança sólida com 13 pontos, equilibrando solidez defensiva e eficiência ofensiva.
- Rangers (Grupo G): classificados em segundo lugar com nove pontos, o clube escocês foi um dos mais participativos da fase de grupos, sustentado pela prolífica artilharia de Alfredo Morelos.
A Fase de Grupos
Os 12 grupos produziram quadros bastante variados em termos de equilíbrio e concentração de forças. Alguns grupos foram decididos com largas margens, enquanto outros permaneceram abertos até a última rodada.
O Grupo A foi o mais desequilibrado em termos de saldo de gols: o Sevilla terminou com +11, enquanto o F91 Dudelange, equipe luxemburguesa, encerrou com -10 — uma diferença de 21 entre os extremos do mesmo grupo. No Grupo L, o Manchester United sobressaiu com a melhor defesa proporcional da fase, cedendo apenas dois gols em seis partidas, enquanto o FC Astana sofreu 19 e terminou com saldo de -15.
O Grupo K foi marcado pelo duelo entre SC Braga e Wolverhampton Wanderers: os portugueses terminaram invictos com 14 pontos; os ingleses, com 13, ficaram apenas um ponto atrás. Ambas as equipes marcaram saldos idênticos de +6, evidenciando que a classificação foi decidida no detalhe.
No Grupo J, o Istanbul Basaksehir terminou na liderança com 10 pontos, mas com saldo de gols negativo (-2), enquanto a AS Roma ficou em segundo com saldo de +6 e mais gols marcados (12 contra 7). A diferença de apenas um ponto entre os dois primeiros ilustrou bem o equilíbrio desse grupo. O Grupo G, com FC Porto, Rangers, BSC Young Boys e Feyenoord separados por apenas cinco pontos entre primeiro e quarto colocado, foi outro dos mais disputados da fase.
Entre os grupos com maior domínio do líder, o Grupo D destacou-se pelo LASK Linz austríaco, que terminou com 13 pontos e saldo de +7, deixando para trás o Sporting CP — que somou 12 pontos, também em campanha consistente.
Artilharia e Destaques Individuais
Na corrida pelos artilheiros da temporada, o colombiano Alfredo Morelos, do Rangers, foi o grande nome: 14 gols em 17 partidas, além de uma assistência. Sua média de quase 0,82 gol por jogo foi a mais alta entre os cinco principais artilheiros do torneio, e seus 14 tentos representaram mais que o dobro dos marcadores que aparecem a partir do terceiro lugar na tabela.
Em segundo e terceiro lugares empatados com nove gols, apareceram D. Sinani, do F91 Dudelange, e Diogo Jota, do Wolverhampton Wanderers. Sinani foi especialmente notável por atingir essa marca em apenas 11 jogos, enquanto representava um clube luxemburguês numa competição dominada por potências europeias. Jota, por sua vez, jogou 14 partidas e foi peça fundamental na campanha dos Wolves. Em quarto, M. Rosenberg, do Malmö FF, marcou oito gols em 12 jogos, enquanto L. Depoitre, do Gent, completou o top-5 com sete gols e uma assistência em 12 partidas.
Cabe registrar que os dados de artilharia dos DADOS refletem a fase de grupos e as fases classificatórias. Segundo os FATOS EXTERNOS, o artilheiro geral da edição foi Bruno Fernandes, então no Manchester United e anteriormente no Sporting CP, com oito gols no total da competição (Wikipédia).
No quesito assistências, Bukayo Saka, do Arsenal, e Juan Mata, do Manchester United, lideraram com cinco assistências cada. Saka impressionou ao registrar esse número em apenas seis partidas, enquanto Mata distribuiu jogo ao longo de dez. O brasileiro Galeno, do SC Braga, e B. Barišić, do Rangers, aparecem empatados em terceiro com quatro assistências cada. O argentino Éver Banega, do Sevilla, também soma quatro assistências em sete jogos — contribuição direta na campanha do eventual campeão.
Números e Curiosidades
Alguns números e fatos da edição merecem destaque à parte:
- O AZ Alkmaar aplicou a maior goleada da temporada ao derrotar o FC Astana por 6 a 0 (Wikipédia), resultado que ajudou a equipe holandesa a terminar o Grupo L com 15 gols marcados — o maior volume ofensivo entre os segundos colocados.
- O Manchester United foi o time com a melhor defesa proporcional da fase de grupos: apenas dois gols sofridos em seis partidas, média de 0,33 por jogo.
- O F91 Dudelange foi o único time a encerrar a fase de grupos com saldo de -10 ou pior, mas ainda assim somou quatro pontos — incluindo uma vitória —, sinalizando a imprevisibilidade que permeia o torneio.
- O Sevilla marcou 14 gols e sofreu apenas três na fase de grupos, encerrando o Grupo A com saldo de +11. Nenhum outro líder de grupo teve desempenho comparável em termos de saldo.
- Alfredo Morelos e G. Kamara, ambos do Rangers, lideraram o ranking de cartões amarelos com cinco cada. O próprio Morelos acumulou essas amonestações nos mesmos 17 jogos em que marcou 14 gols, ilustrando um perfil de atuação intenso e comprometido.
- O Grupo I foi o único em que o líder — o Gent — terminou a fase invicto: três vitórias e três empates em seis partidas, sem nenhuma derrota.
- A edição contou com participantes de todas as regiões do continente, com destaque para a presença de equipes de países como Luxemburgo (F91 Dudelange), Cazaquistão (FC Astana), Ucrânia (Dynamo Kyiv e Oleksandria) e Chipre (Apoel Nicosia e Apollon Limassol), reforçando o alcance geográfico do torneio.
A UEFA Europa League 2019-20 entregou uma narrativa completa: da diversidade geográfica da fase de grupos à coroação histórica de um clube que, mais do que qualquer outro, transformou este torneio em sua casa. O Sevilla, com seu sexto título, escreveu mais um capítulo de uma história que não encontra rivais no futebol europeu.


















































































































































































































































