A Eurocopa de 2012, disputada em junho e julho na Polônia e na Ucrânia, entrou para a história como o palco do terceiro título europeu da Espanha e de uma final que não deixou margem para dúvidas: 4 a 0 sobre a Itália, no Estádio Olímpico de Kiev. Com 16 seleções, 31 partidas e 76 gols computados ao longo da competição (Wikipédia), o torneio confirmou o domínio ibérico sobre o futebol europeu e encerrou um ciclo de hegemonia espanhola que havia começado na edição de 2008.
Visão Geral da Competição
A competição foi a décima quarta edição do Campeonato Europeu de Nações e marcou a terceira vez na história em que a UEFA optou por uma candidatura conjunta para sediar o evento — desta vez, Polônia e Ucrânia dividiram as sedes, seguindo o modelo inaugurado por Bélgica e Países Baixos em 2000 e repetido por Áustria e Suíça em 2008 (Wikipédia). O sorteio dos grupos havia sido realizado em dezembro de 2011 no Palácio das Artes de Kiev (Wikipédia), e a fórmula permaneceu a mesma das últimas edições: quatro grupos de quatro seleções, com os dois primeiros de cada chave avançando ao mata-mata de oito equipes.
Ao todo, seis artilheiros terminaram a fase final com três gols cada: Mario Balotelli, Mario Gómez, Mario Mandžukić, Cristiano Ronaldo, Alan Dzagoev e Fernando Torres (Wikipédia). A pluralidade no topo da artilharia refletiu o equilíbrio da competição no plano individual, ainda que no plano coletivo a Espanha tenha se imposto com uma clareza raramente vista em torneios da magnitude de uma Eurocopa.
O Campeão e a Final
A Espanha encerrou a Eurocopa de 2012 de forma categórica. No dia 1.º de julho, no NSK Olimpiyskyi em Kiev, a seleção dirigida pela tiki-taka aplicou 4 a 0 sobre a Itália — o mesmo adversário com quem havia empatado na fase de grupos — para conquistar o título europeu pelo terceiro vez em sua história (Wikipédia). A goleada na final é, por si só, um argumento estatístico contundente: não houve partida da competição em que a superioridade coletiva de uma equipe ficou tão evidente num momento tão decisivo.
Ao longo do torneio, a Espanha registrou o melhor ataque, com seis gols marcados, e a melhor defesa, com apenas um gol sofrido (Wikipédia). Essa combinação — maior volume ofensivo e menor vulnerabilidade defensiva — posiciona a campanha espanhola como uma das mais dominantes na história do Campeonato Europeu. A seleção ibérica disputou seis jogos, da fase de grupos até a final, sem sofrer derrota.
Andrés Iniesta foi eleito o melhor jogador do torneio (Wikipédia), premiação que consolidou o reconhecimento coletivo sobre o papel do meia do Barcelona como o organizador central do jogo espanhol. Jordi Alba, lateral que aparece nos dados da competição com um gol em seis partidas e um cartão amarelo, foi outro nome da campanha espanhola a se destacar individualmente.
Destaques e Seleções de Maior Campanha
Além da Espanha campeã, quatro outras seleções alcançaram a fase de semifinais: Itália, Portugal, Alemanha e o próprio adversário da Espanha em cada confronto do mata-mata. A Itália, vice-campeã, teve em Mario Balotelli seu grande protagonista, com três gols em seis partidas — o centroavante terminou a competição como um dos artilheiros, acumulando também dois cartões amarelos ao longo da campanha. Leonardo Bonucci, zagueiro da seleção italiana, participou dos mesmos seis jogos e registrou dois amarelos, dado que sinaliza o envolvimento físico da defesa azzurra ao longo da campanha.
Portugal, semifinalista, contou com Cristiano Ronaldo como grande referência ofensiva: três gols em cinco partidas, com apenas um cartão amarelo. O rendimento de Ronaldo foi consistente, mas a seleção portuguesa não conseguiu avançar à final. Nani, que aparece nos dados com cinco partidas disputadas, somou esforços ao lado de Nélson Oliveira — citado com quatro jogos — na tentativa de sustentar a campanha lusa além das semifinais.
A Alemanha, outro semifinalista, teve em Łukasz Podolski um de seus nomes de maior destaque: o atacante naturalizado alemão participou de quatro partidas e marcou um gol. A seleção germânica não chegou à final, mas esteve entre as equipes de maior expressão no torneio.
A Fase de Grupos
A fase de grupos foi marcada por contrastes. O Grupo B ficou conhecido como o "grupo da morte", reunindo Alemanha, Portugal, Dinamarca e Países Baixos (Wikipédia) — combinação de peso que garantiu jogos de alta intensidade já na primeira fase. No Grupo C, a maior goleada de toda a competição: Espanha 4 a 0 sobre a Irlanda, em 14 de junho (Wikipédia), que funcionou como sinal precoce do nível da seleção campeã.
O Grupo A reservou uma das surpresas do torneio: a Rússia, apontada como favorita para avançar, foi eliminada ainda na fase de grupos (Wikipédia). O meio-campista Alan Dzagoev terminou como um dos artilheiros da competição, com três gols em apenas três partidas — média expressiva que evidencia o quanto a seleção russa foi produtiva individualmente sem converter isso em classificação coletiva. Dzagoev acumulou dois cartões amarelos nessa curta passagem pela fase de grupos.
Na Polônia, país-sede, um episódio curioso chamou atenção: o goleiro Tytoń, que nunca havia atuado em partida oficial antes do torneio, defendeu um pênalti na rodada inicial da seleção polonesa contra a Grécia (Wikipédia). A cena sintetizou o caráter imprevisível da fase de grupos, onde surpresas pontuais convivem com confirmações de tradição. O goleiro Szczęsny, por sua vez, aparece nos dados com um cartão vermelho em apenas uma partida disputada — a única expulsão registrada entre os dados individuais da competição.
A República Tcheca teve na campanha da fase de grupos uma de suas maiores referências em V. Pilař, artilheiro com dois gols em quatro partidas e nenhum cartão — o dado de disciplina aponta para um jogador que entregou produção sem custos disciplinares. A seleção tcheca chegou às quartas de final, sendo eliminada antes das semifinais.
A Grécia encerrou a competição com S. Papastathopoulos como um dos nomes mais visados pela arbitragem: dois cartões amarelos em três jogos, tornando-o um dos jogadores com maior índice disciplinar por partida disputada em toda a Eurocopa. A seleção grega não avançou além da fase de grupos.
Artilharia e Destaques Individuais
A artilharia da Eurocopa 2012 foi resolvida de maneira incomum: seis jogadores terminaram o torneio empatados com três gols cada (Wikipédia). Nos dados disponíveis, destacam-se os perfis de Balotelli (Itália), Ronaldo (Portugal) e Dzagoev (Rússia):
- Mario Balotelli (Itália): três gols e dois cartões amarelos em seis partidas. Foi o único dos três artilheiros registrados nos dados a disputar seis jogos, o que indica que seu desempenho foi sustentado ao longo de toda a campanha italiana até a final.
- Cristiano Ronaldo (Portugal): três gols e um cartão amarelo em cinco partidas. Rendimento elevado com baixo custo disciplinar, mas a campanha de Portugal terminou antes da decisão.
- Alan Dzagoev (Rússia): três gols em apenas três partidas — a melhor média por jogo entre os artilheiros com dados disponíveis —, com dois amarelos. A precocidade da eliminação russa limita a avaliação, mas o número por jogo é o mais expressivo entre os listados.
V. Pilař, da República Tcheca, terminou como quarto no ranking de artilheiros com dois gols em quatro partidas — e zero cartões —, enquanto Jordi Alba, da Espanha, fechou o grupo com um gol em seis jogos, suficiente para integrar a lista dos destaques ofensivos individuais da competição.
No campo disciplinar, além de Balotelli e Dzagoev já mencionados, Sergio Ramos (Espanha) e Leonardo Bonucci (Itália) registraram dois cartões amarelos cada em seis partidas — presença dos dois finalistas também na lista de jogadores mais advertidos é dado que reflete a intensidade do caminho percorrido pelas duas equipes até a final. Miguel Veloso, de Portugal, acumulou dois amarelos em cinco partidas.
Números e Curiosidades
Os números da Eurocopa 2012 oferecem uma leitura clara do torneio quando analisados em conjunto:
- 76 gols em 31 partidas resultam em uma média de aproximadamente 2,45 gols por jogo (Wikipédia) — ritmo que indica competição de bom nível técnico sem excessos defensivos.
- A Espanha somou o melhor ataque (6 gols) e a melhor defesa (1 gol sofrido) da competição (Wikipédia), combinação que não deixa dúvida sobre o domínio da seleção ibérica no torneio.
- A goleada máxima da edição foi justamente da campeã: 4 a 0 sobre a Irlanda, em 14 de junho, no Grupo C (Wikipédia).
- O único cartão vermelho registrado nos dados individuais disponíveis foi do goleiro Szczęsny (Polônia), em uma única partida — dado que sublinha a raridade das expulsões ao longo do torneio.
- Dzagoev, com três gols em três jogos, registrou a maior média de gols por partida entre os artilheiros com dados disponíveis — mas sua seleção foi eliminada na fase de grupos, sem avançar ao mata-mata.
- A escolha de Polônia e Ucrânia como sedes conjuntas foi a terceira experiência desse formato na história do Campeonato Europeu, após Bélgica-Países Baixos (2000) e Áustria-Suíça (2008) (Wikipédia).
- Com o título de 2012, a Espanha consolidou um ciclo histórico: campeã europeia em 2008, campeã mundial em 2010 e novamente campeã europeia em 2012, com Andrés Iniesta eleito o melhor jogador desta edição (Wikipédia).
A Eurocopa de 2012 ficará registrada não apenas pelo placar elástico da final, mas pela consistência com que a Espanha construiu sua campanha do início ao fim — poucos gols sofridos, maior produção ofensiva e o melhor jogador do torneio. A goleada sobre a Itália em Kiev foi o desfecho lógico de uma competição em que a superioridade coletiva da seleção ibérica raramente foi posta em questão.




















































