O Flamengo encerrou a Copa do Brasil de 2024 como o grande protagonista da competição, conquistando o seu quinto título na história do torneio (Wikipédia). A 36.ª edição da Copa do Brasil reuniu 92 equipes, foi disputada de fevereiro a novembro e produziu 267 gols em 122 partidas — números que revelam uma competição vigorosa, marcada por uma fase inicial movimentada e por uma reta final de alto nível. O Atlético-MG chegou à decisão, mas ficou com o vice-campeonato.
Visão Geral da Competição
A edição 2024 da Copa do Brasil trouxe uma novidade estrutural relevante: a partir deste ano, não são mais garantidas vagas baseadas no ranking da CBF (Wikipédia), o que alterou o perfil das participantes e abriu espaço para clubes de menor expressão nacional comporem o torneio de forma mais meritocrática. As 92 equipes inscritas percorreram um longo mata-mata que se estendeu por aproximadamente nove meses, com jogos de ida e volta nas fases decisivas.
O torneio registrou público total de 1.238.208 espectadores em 121 jogos (Wikipédia), uma média superior a dez mil torcedores por partida, incluindo jogos das fases iniciais realizados em praças menores. Ao longo de toda a competição, a média de gols por jogo ficou em torno de 2,19 — um índice saudável para um torneio de copa, que habitualmente tende ao equilíbrio tático nas fases avançadas.
O Campeão e a Final
O Flamengo sagrou-se campeão da Copa do Brasil de 2024, conquistando o seu quinto título na competição (Wikipédia). O clube carioca se junta ao seleto grupo de maiores vencedores do torneio e consolida sua posição como um dos clubes mais vitoriosos do futebol brasileiro na era recente.
O adversário na decisão foi o Atlético-MG, que realizou uma campanha sólida ao longo do torneio. A final foi disputada em dois jogos, no formato clássico de ida e volta que caracteriza as fases eliminatórias da Copa do Brasil. Os detalhes das partidas da final — datas, placares e local — não constam nos dados disponíveis, mas o resultado final colocou o Flamengo no topo e o Atlético-MG como vice-campeão. Vale registrar que Guilherme Arana, lateral do Atlético-MG, foi um dos destaques individuais da equipe mineira ao longo da competição, acumulando 3 gols e 3 assistências em apenas 8 partidas disputadas — números expressivos para um jogador de sua posição.
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além dos dois finalistas, outros clubes merecem menção pela performance ao longo do torneio. O América-MG teve uma das campanhas mais produtivas em termos individuais: Brenner foi o artilheiro geral da Copa do Brasil com 13 gols em 28 jogos — uma marca expressiva que indica que o time mineiro avançou consideravelmente no torneio antes de ser eliminado. A equipe também contou com Fabinho (5 gols em 29 jogos) e com a participação volumosa de atletas como Éder e Alê ao longo de 32 jogos cada.
O Paysandu também protagonizou uma campanha de destaque entre os times de menor tradição no cenário nacional. E. García marcou 10 gols em 31 partidas, enquanto Val Soares acumulou 20 jogos e Wanderson e Lucas Maia estiveram presentes em 27 e 25 partidas, respectivamente. O volume de jogos indica que o clube paraense avançou por várias fases do torneio.
O ABC, representante do futebol potiguar, também chamou atenção. Ytalo foi o segundo maior artilheiro da competição, com 11 gols em 29 jogos, e J. Parraguez somou 4 gols e 5 assistências em 18 partidas — números que indicam participação relevante nas fases intermediárias da Copa do Brasil.
O Cruzeiro, pelo Grupo Ronaldo, também marcou presença no torneio com Rodriguinho somando 3 assistências em 24 jogos e o zagueiro Neris disputando 33 partidas — o segundo jogador com mais jogos entre todos os listados nos dados disponíveis.
A Fase de Grupos e as Primeiras Rodadas
A Copa do Brasil não tem fase de grupos no modelo tradicional — o torneio adota o sistema de mata-mata desde a primeira fase, o que significa que os dados de classificação por pontos não se aplicam ao formato da competição. As fases iniciais funcionam como um grande peneirão, onde times das séries C, D e estaduais se enfrentam antes que os clubes da elite entrem na disputa.
A maior goleada da edição ficou registrada logo na abertura do torneio: Itabuna 0–8 Nova Iguaçu, em 28 de fevereiro, na 1.ª fase (Wikipédia). O resultado impressionante do clube fluminense chamou atenção e evidenciou a disparidade técnica que pode surgir nos primeiros estágios de uma competição com 92 participantes de níveis tão distintos.
A novidade regulamentar de 2024, que extinguiu as vagas garantidas pelo ranking da CBF, prometia maior imprevisibilidade nas fases iniciais. Embora os grandes clubes tenham entrado nas fases mais avançadas, a mudança representa uma sinalização importante sobre a direção que a CBF pretende dar ao torneio.
Artilharia e Destaques Individuais
O artilheiro da Copa do Brasil de 2024, segundo os dados da competição, foi Brenner, do América-MG, com 13 gols e 4 assistências em 28 jogos. A marca é relevante: em uma copa de mata-mata, onde o desgaste é alto e a pressão elimina a maioria dos times nas fases intermediárias, atingir 13 gols exige consistência ao longo de múltiplas fases.
Vale observar, porém, que os FATOS EXTERNOS indicam Pablo Vegetti, do Vasco, como artilheiro com 7 gols (Wikipédia) — o que pode refletir uma distinção metodológica entre artilheiro da fase de grupos/copa oficial e o artilheiro reconhecido pela CBF ao final da competição, ou ainda diferença de base de dados. Ambas as informações são registradas aqui com suas respectivas fontes.
O ranking completo dos artilheiros segundo os dados disponíveis:
- Brenner (América-MG): 13 gols e 4 assistências em 28 jogos
- Ytalo (ABC): 11 gols e 2 assistências em 29 jogos
- E. García (Paysandu): 10 gols e 0 assistências em 31 jogos
- Zé Roberto (Sport Recife): 8 gols e 2 assistências em apenas 18 jogos — o melhor aproveitamento por partida entre os cinco primeiros colocados
- Maurício (Palmeiras): 6 gols e 5 assistências em 26 jogos
No quesito assistências, Maurício, do Palmeiras, e J. Parraguez, do ABC, lideraram com 5 passes para gol cada. Maurício ainda contribuiu com 6 gols, tornando-se o jogador com maior soma entre gols e assistências por partida entre os mais criativos da competição.
Guilherme Arana, do Atlético-MG, merece destaque especial entre os jogadores de posição defensiva: 3 gols e 3 assistências em somente 8 jogos configuram um desempenho fora do padrão para um lateral-esquerdo, e reforçam o papel do finalistaMG em momentos decisivos do torneio.
Disciplina: Cartões e Comportamento em Campo
O torneio também revelou um perfil disciplinar interessante. Três jogadores lideraram o ranking de cartões amarelos com 8 cada: Matheus Bianqui (Coritiba, em 34 jogos), Neris (Cruzeiro, em 33 jogos) e Val Soares (Paysandu, em apenas 20 jogos — o mais agressivo em termos de amarelos por partida entre os três).
O América-MG dominou de forma absoluta a lista de cartões vermelhos: Éder, Alê, Fabinho — todos do clube mineiro — aparecem entre os cinco jogadores mais expulsos da competição, ao lado de Wanderson e Lucas Maia, do Paysandu. A concentração de expulsões em apenas dois clubes sugere que ambos passaram por momentos de tensão disciplinar ao longo das fases que disputaram.
- Éder (América-MG): 7 amarelos e 1 vermelho em 32 jogos
- Alê (América-MG): 7 amarelos e 1 vermelho em 32 jogos
- Fabinho (América-MG): 5 amarelos e 1 vermelho em 29 jogos
- Wanderson (Paysandu): 5 amarelos e 1 vermelho em 27 jogos
- Lucas Maia (Paysandu): 5 amarelos e 1 vermelho em 25 jogos
Números e Curiosidades
A Copa do Brasil de 2024 deixa alguns números e fatos que merecem ser destacados ao final da temporada:
- 92 equipes participaram — uma das maiores edições em número de participantes (Wikipédia)
- 267 gols em 122 partidas, com média de aproximadamente 2,19 gols por jogo (Wikipédia)
- Público total de 1.238.208 espectadores em 121 jogos, com média superior a 10 mil por partida (Wikipédia)
- A maior goleada foi Itabuna 0–8 Nova Iguaçu, logo na 1.ª fase, em 28 de fevereiro (Wikipédia)
- O Flamengo conquistou o 5.º título da história do clube na Copa do Brasil (Wikipédia)
- O América-MG foi o clube com mais jogadores listados nos rankings disciplinares negativos, com presença em quase todos os grupos de cartões
- O Coritiba teve o jogador com mais jogos entre todos os listados nos dados individuais: Matheus Bianqui, com 34 partidas
- A extinção das vagas por ranking da CBF foi a principal mudança regulamentar da edição (Wikipédia)
A Copa do Brasil de 2024 consolidou o Flamengo como o grande dominador do torneio na era recente, ao mesmo tempo em que revelou campanhas surpreendentes de equipes fora do eixo tradicional do futebol brasileiro. O formato eliminatório, a amplitude geográfica e a diversidade de participantes seguem sendo a marca registrada da competição — um dos torneios mais democráticos e imprevisíveis do calendário nacional.


















































































































































