O Cruzeiro encerrou a Copa do Brasil de 2017 com o troféu erguido e uma vaga assegurada para a Copa Libertadores de 2018, coroando uma campanha sólida que atravessou todas as fases do torneio mais democrático do futebol brasileiro. Com 91 equipes participantes, 120 jogos disputados e 282 gols marcados ao longo da competição (Wikipédia), a edição 2017 entregou um recorte fiel da pluralidade do calendário nacional — do mata-mata inicial com clubes das divisões inferiores até a grande final entre dois gigantes do futebol do país.
Visão Geral da Competição
A Copa do Brasil 2017 seguiu o formato de mata-mata em turno e returno, reunindo 91 clubes de todo o país (Wikipédia). A presença de equipes de diferentes séries do futebol nacional é uma das marcas registradas da competição, que abre espaço para confrontos entre gigantes e representantes do interior ou das divisões menores. Ao longo da edição, a competição produziu uma média de 2,35 gols por jogo, número que revela disputas intensas e, em certos momentos, resultados expressivos nas fases eliminatórias.
O torneio contou com ampla participação de clubes tradicionais, como Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Botafogo, Santos, Internacional e Fluminense, além de representantes como Goiás, Vitória, Paraná e Joinville. A diversidade dos participantes garantiu fases iniciais movimentadas, nas quais surpresas e eliminações precoces de times de maior expressão são sempre possíveis.
O Campeão e a Final
O Cruzeiro sagrou-se campeão da Copa do Brasil de 2017, superando o Flamengo na grande final (Wikipédia). A conquista representou não apenas o título nacional da copa, mas também a classificação automática para a Copa Libertadores da América de 2018, troféu de grande valor estratégico para o planejamento do clube celeste.
Ao longo da campanha, o Cruzeiro foi o time que mais acumulou jogos no torneio. Thiago Neves disputou 13 partidas e terminou como líder isolado em assistências, com seis passes para gol — mais que o dobro de qualquer outro jogador na lista dos cinco primeiros dessa categoria. O meia foi peça central na construção do jogo mineiro durante toda a trajetória. Alisson, outro nome do meio-campo cruzeirense, também completou 14 jogos — a maior participação individual registrada nos dados — contribuindo com dois gols e duas assistências.
Rafael Sóbis, por sua vez, foi um dos três artilheiros compartilhados da competição, com cinco gols em 11 partidas. Com uma assistência registrada e quatro cartões amarelos, o atacante equilibrou produção ofensiva e exposição disciplinar ao longo de uma das campanhas mais longas do torneio.
Do lado do Flamengo, o vice-campeonato foi acompanhado de um prêmio individual: Diego Ribas foi eleito o melhor jogador da Copa do Brasil de 2017 (Wikipédia), reconhecimento à qualidade técnica exibida pelo meia rubro-negro ao longo da competição. P. Guerrero, artilheiro do Flamengo no torneio, anotou dois gols e distribuiu duas assistências em cinco jogos, acumulando também quatro cartões amarelos.
Destaques e Clubes de Maior Campanha
Além do finalista Cruzeiro, outros clubes protagonizaram campanhas relevantes. O Grêmio avançou até as fases eliminatórias e contou com L. Barrios como um de seus principais trunfos ofensivos, com cinco gols em cinco jogos — a melhor média por partida entre os artilheiros do torneio. O Internacional também mostrou força, com Brenner marcando cinco gols em sete partidas e A. D'Alessandro contribuindo com dois gols e duas assistências.
O Botafogo teve em Gatito Fernández seu destaque individual: o goleiro paraguaio foi eleito o melhor da posição na Copa do Brasil de 2017 (Wikipédia), reconhecimento às suas atuações ao longo da campanha alvinegra. J. Carli, zagueiro do próprio Botafogo, foi o único jogador a somar um cartão vermelho entre os defensores mais disciplinados do torneio, em cinco partidas disputadas.
O Santos, eliminado nas fases iniciais — disputou apenas quatro jogos —, teve em Bruno Henrique uma presença marcante: quatro gols e duas assistências em quatro partidas colocaram o atacante entre os mais produtivos em relação ao número de jogos realizados. O Fluminense, com Wellington Silva registrando dois gols e duas assistências em seis partidas, também deixou contribuições coletivas antes de ser eliminado.
A Fase de Grupos e as Fases Iniciais
Por se tratar de uma competição de mata-mata, a Copa do Brasil não possui uma fase de grupos tradicional com tabela de classificação. As primeiras rodadas funcionam como fases eliminatórias simples, com jogos de ida e volta, nas quais os clubes de menor expressão entram nas fases iniciais e os de maior expressão aguardam nas rodadas seguintes. Esse formato garante o caráter democrático do torneio.
Uma das marcas das fases iniciais de 2017 foi a goleada do Cruzeiro por 6 a 0 sobre o São Francisco no Estádio Mineirão, em 22 de fevereiro, pela 2ª fase (Wikipédia). O resultado ilustrou a diferença de potencial entre as equipes nos primeiros estágios, quando os grandes clubes estreiam no torneio. Resultados expressivos como esse são comuns nessa etapa e ajudam a compor a estatística agregada de gols elevada ao longo da edição.
Equipes como Paraná e Joinville figuraram nas fases intermediárias, com representantes individuais nos rankings disciplinares. Alex Santana, do Paraná, liderou o ranking de cartões amarelos com cinco advertências em sete partidas. Roberto e Maximiliano, ambos do Joinville, também acumularam amonestações ao longo da campanha do clube catarinense.
Artilharia e Destaques Individuais
A artilharia da Copa do Brasil de 2017 foi compartilhada por três jogadores, todos com cinco gols: L. Barrios (Grêmio), Léo Gamalho (Goiás) e Rafael Sóbis (Cruzeiro) (Wikipédia). A igualdade no topo do ranking de gols é um reflexo do equilíbrio entre os melhores atacantes do torneio e da natureza do mata-mata, em que o número de partidas disputadas por cada equipe varia conforme o avanço nas fases.
- L. Barrios (Grêmio) — 5 gols em 5 jogos. Média de um gol por partida, a melhor entre os artilheiros. Um cartão amarelo ao longo da campanha.
- Léo Gamalho (Goiás) — 5 gols em 6 jogos. Nenhuma advertência disciplinar registrada, a campanha mais limpa entre os artilheiros compartilhados.
- Rafael Sóbis (Cruzeiro) — 5 gols e 1 assistência em 11 jogos. O único dos três a chegar à final, com a maior quantidade de partidas disputadas entre os artilheiros, e também o mais amonestado: quatro cartões amarelos.
- Brenner (Internacional) — 5 gols em 7 jogos. Sem cartões registrados, o jovem atacante foi um dos mais eficientes do torneio no quesito disciplinar.
- Bruno Henrique (Santos) — 4 gols e 2 assistências em apenas 4 jogos. A mais alta taxa de participações diretas em gols por partida entre os cinco primeiros da artilharia.
No ranking de assistências, Thiago Neves (Cruzeiro) foi soberano: seis passes para gol em 13 jogos, distanciando-se amplamente dos demais. Com dois gols também somados, o meia terminou a competição como o jogador mais decisivo de maneira combinada entre os listados nos dados. Sua regularidade ao longo das 13 partidas foi um pilar da conquista celeste.
O prêmio de melhor jogador do torneio, entretanto, ficou com Diego Ribas, do Flamengo (Wikipédia), reconhecido pela qualidade de suas atuações ao longo da campanha do vice-campeão. Gatito Fernández, do Botafogo, levou o prêmio de melhor goleiro (Wikipédia), consolidando a reputação que construiu desde sua chegada ao futebol brasileiro.
Números e Curiosidades
- 91 clubes disputaram a Copa do Brasil de 2017, tornando-a uma das competições mais abrangentes do futebol nacional (Wikipédia).
- 120 jogos foram realizados ao longo de toda a competição, com 282 gols marcados — média de 2,35 gols por partida (Wikipédia).
- A artilharia foi a mais equilibrada possível: três jogadores de times diferentes encerraram o torneio empatados com cinco gols cada.
- Thiago Neves, do Cruzeiro, somou seis assistências — o triplo do segundo colocado nessa categoria — em 13 partidas disputadas.
- Alisson, também do Cruzeiro, foi o jogador com mais partidas registradas na competição: 14 jogos, número que reflete a trajetória longa do clube até o título.
- A goleada mais expressiva registrada foi Cruzeiro 6 a 0 sobre o São Francisco, em 22 de fevereiro, na 2ª fase, pelo Estádio Mineirão (Wikipédia).
- Alex Santana, do Paraná, liderou o ranking de cartões amarelos com cinco em sete jogos — média de 0,71 advertências por partida.
- Nenhum jogador dos cinco artilheiros acumulou cartão vermelho, dado que contrasta com os registros disciplinares de defesa e meio-campo ao longo do torneio.
- O título garantiu ao Cruzeiro vaga direta na Copa Libertadores da América de 2018, acréscimo de peso ao valor da conquista (Wikipédia).
A Copa do Brasil de 2017 encerrou seu ciclo com o Cruzeiro no topo, uma final entre dois dos clubes mais tradicionais do país e estatísticas que revelam equilíbrio individual e produção coletiva. A edição ficará marcada pela pluralidade de artilheiros, pela dominância de Thiago Neves nos passes decisivos e pela consistência do time mineiro ao longo de toda a competição — da goleada na 2ª fase até o troféu erguido na decisão diante do Flamengo.



















































































































Sao Jose · MID · 26a

Salgueiro · DEF · 29a

