As Eliminatórias UEFA para a Copa do Mundo de 2020 reuniram as seleções do continente europeu em dez grupos, distribuídos em uma fase de grupos seguida de etapas eliminatórias. Ao longo da competição, a Europa viu grandes nações consolidarem campanhas dominantes, artilheiros individuais alcançarem marcas expressivas e grupos de alto nível acirrar disputas por vagas até as rodadas finais. A retrospectiva a seguir reúne os principais números e análises derivados do que ocorreu em campo.
Visão Geral da Competição
O torneio foi disputado em formato de copa, com dez grupos na fase classificatória. Os grupos de seis seleções (F, G, H, I e J) realizaram dez rodadas cada, enquanto os grupos menores (A a E, com cinco participantes) jogaram oito rodadas. Ao todo, a competição reuniu 55 seleções europeias, com calendário denso que exigiu consistência ao longo de toda a campanha classificatória.
O nível técnico variou enormemente: de um lado, potências que acumularam saldos de gol estratosféricos; de outro, seleções menores que serviram de termômetro para os favoritos. Gibraltar, San Marino e Liechtenstein, por exemplo, encerraram suas campanhas sem pontuar ou com pontuação mínima, enquanto Alemanha e Dinamarca terminaram os respectivos grupos com 27 pontos — o máximo possível em dez jogos para uma das equipes.
Os Grupos: Destaques e Disputas
A fase de grupos produziu tanto domínios absolutos quanto disputas extremamente acirradas. Veja o panorama grupo a grupo:
- Grupo A: Sérvia liderou com 20 pontos em oito jogos, mantendo campanha invicta (6V 2E), à frente de Portugal, que somou 17 pontos com uma derrota. A diferença de apenas três pontos entre as duas seleções revelou um grupo equilibrado nos seus altos, com Irlanda do Sul e Luxemburgo dividindo a terceira posição com 9 pontos cada — separados pelo saldo de gol. O Azerbaijão encerrou na lanterna com apenas 1 ponto.
- Grupo B: A Espanha terminou em primeiro com 19 pontos, mas não foi absoluta: sofreu uma derrota e um empate ao longo das oito rodadas. A Suécia ficou em segundo com 15 pontos, enquanto Grécia, Geórgia e Kosovo não ameaçaram o topo.
- Grupo C: Um dos mais disputados tecnicamente. A Suíça liderou com 18 pontos e campanha invicta (5V 3E), mas a Itália — também invicta com 4V 4E — ficou apenas dois pontos atrás, com 16. Ambas as seleções sofreram apenas 2 gols em oito jogos, formando os dois melhores sistemas defensivos dos grupos de cinco equipes. A diferença foi que os suíços converteram mais vitórias.
- Grupo D: A França dominou com 18 pontos e campanha invicta (5V 3E), mas o saldo defensivo impressionou ainda mais: apenas 3 gols sofridos em oito partidas, com 18 marcados — o melhor saldo do grupo, de +15. A Ucrânia chegou ao segundo lugar com 12 pontos, sem sofrer derrotas (2V 6E), um perfil curiosamente estável, mas sem poder de finalização suficiente para ameaçar os franceses.
- Grupo E: A Bélgica foi a seleção mais avassaladora dos grupos de cinco equipes: 20 pontos, 25 gols marcados e apenas 6 sofridos, com saldo de +19. País de Gales ficou em segundo com 15 pontos, um à frente da República Tcheca, que somou 14. A diferença de apenas um ponto entre segundo e terceiro mostrou uma briga equilibrada pelo segundo lugar.
- Grupo F: A Dinamarca protagonizou uma das campanhas mais dominantes de toda a fase de grupos: 27 pontos em dez jogos, com 9 vitórias, 1 derrota e incríveis 30 gols marcados para apenas 3 sofridos — saldo de +27. A Escócia foi uma sólida segunda colocada com 23 pontos. Israel e Áustria terminaram empatados com 16 pontos, separados por critérios de desempate. Moldova encerrou a fase sem qualquer vitória e com 1 ponto.
- Grupo G: Holanda liderou com 23 pontos (7V 2E 1D), mas a Turquia foi uma concorrente real, com 21 pontos (6V 3E 1D). Os holandeses foram o maior ataque do grupo, com 33 gols marcados. Gibraltar encerrou o grupo sem pontuar e com saldo de -39, a pior marca de toda a competição no critério.
- Grupo H: Croácia e Rússia disputaram palmo a palmo: 23 contra 22 pontos em dez jogos. A Croácia se destacou pela solidez defensiva — apenas 4 gols sofridos, melhor marca entre todos os grupos de seis equipes. Eslováquia e Eslovênia empataram em 14 pontos, com Chipre e Malta dividindo a lanterna com 5 pontos cada.
- Grupo I: A Inglaterra foi hegemônica: 26 pontos, 8 vitórias, sem derrotas e impressionantes 39 gols marcados para apenas 3 sofridos — saldo de +36, o segundo maior de toda a competição. Polônia chegou em segundo com 20 pontos. San Marino encerrou sem pontuar, com 1 gol marcado e 46 sofridos: saldo de -45, o pior do torneio.
- Grupo J: A Alemanha igualou a Dinamarca na pontuação máxima: 27 pontos, 9 vitórias e 36 gols marcados. A FYR Macedônia foi uma surpreendente segunda colocada com 18 pontos, à frente da Romênia (17). Liechtenstein somou apenas 1 ponto em dez jogos.
Artilharia e Destaques Individuais
A disputa pela artilharia da competição terminou com dois jogadores empatados no topo, mas com perfis distintos.
- M. Depay (Holanda) e H. Kane (Inglaterra) encerraram a fase classificatória com 12 gols cada — mas Depay disputou 10 jogos contra 8 de Kane, o que confere ao inglês uma média superior por partida (1,50 gol/jogo contra 1,20 do holandês). Depay ainda agregou 6 assistências, tornando-se o jogador mais participativo de toda a competição em termos de contribuições diretas para gols (18 no total). Sem qualquer cartão amarelo ou vermelho em 10 jogos, foi também o artilheiro mais disciplinado da liderança.
- R. Lewandowski (Polônia) ficou em terceiro com 9 gols e 4 assistências em 9 jogos — 13 participações diretas, consistência característica do centroavante polonês.
- E. Zahavi (Israel) e A. Mitrović (Sérvia) empataram com 8 gols cada. Zahavi se destacou ainda com 2 assistências, enquanto os dados de Mitrović não registraram assistências na competição.
Líderes em Assistências
No ranking de assistências, M. Depay liderou novamente com 6 — dado notável pois nenhum outro jogador que também figurava na artilharia acumulou tal volume de criação. Empatados com 6 assistências cada, D. Tadić (Sérvia) e L. Goretzka (Alemanha) completaram o topo do ranking, com o sérvio somando ainda 2 gols e o alemão apenas 1. H. Çalhanoğlu (Turquia) foi o jogador com mais jogos entre os cinco primeiros em assistências, atuando em 11 partidas e contribuindo com 3 gols e 5 assistências.
Disciplina: Cartões e Advertências
No campo disciplinar, K. Gjasula, da Albânia, foi o jogador mais advertido da competição: 6 cartões amarelos em apenas 6 jogos — uma média de 1 amarelo por partida. J. Kurtič, da Eslovênia, somou 5 amarelos em 8 jogos. Outros três jogadores chegaram a 4 cartões amarelos cada: Í. Bergmann Jóhannesson (Islândia, 7 jogos), R. Joensen (Ilhas Faroé, 5 jogos) e N. Frommelt (Liechtenstein, 9 jogos).
Entre os cartões vermelhos, cinco jogadores receberam expulsão ao longo da campanha classificatória: G. Pușcaș (Romênia), V. Mykolenko (Ucrânia), J. Hofer (Liechtenstein), Cucu (Andorra) e K. Thorstvedt (Noruega), este último o único entre os expulsos que também marcou gols na competição (3 gols em 8 jogos).
Números e Curiosidades
- A Alemanha e a Dinamarca foram os únicos grupos a atingir 27 pontos — o máximo possível em dez jogos — em suas chaves, ambas com 9 vitórias e 1 derrota cada.
- A Inglaterra teve o segundo melhor saldo de gols da competição: +36. Apenas a Alemanha superou, com +32 — embora o saldo inglês seja superior.
- Gibraltar e San Marino encerraram suas campanhas com zero pontos em dez jogos cada. San Marino registrou o pior saldo da competição: -45.
- O Grupo C teve a defesa mais sólida coletiva: Suíça e Itália sofreram apenas 2 gols cada em oito jogos, ambas com campanhas invictas.
- A Bélgica foi o maior ataque entre os grupos de cinco equipes, com 25 gols marcados. A Holanda foi o maior ataque entre os grupos de seis, com 33.
- M. Depay acumulou 18 participações diretas (12 gols + 6 assistências) — o maior volume individual registrado nos dados da competição, sem receber sequer um cartão amarelo.
- A Ucrânia teve a campanha mais peculiar do segundo lugar: 2 vitórias, 6 empates e nenhuma derrota — perfil que garantiu a classificação sem grandes oscilações, mas também sem a solidez ofensiva necessária para disputar a liderança.
- H. Kane foi o artilheiro com a maior média por jogo entre os cinco primeiros: 1,50 gol/partida em 8 jogos.
Nota: os FATOS EXTERNOS fornecidos para esta edição das Eliminatórias UEFA 2020 referem-se à final da UEFA Champions League 2020-21 — Chelsea 1–0 Manchester City, disputada no Estádio do Dragão, no Porto (Wikipédia) —, o que não corresponde ao formato ou ao desfecho das eliminatórias europeias para Copa do Mundo. Por esta razão, a seção sobre campeão, finalista e caminho ao título foi omitida: não há dados consistentes e verificáveis que permitam descrevê-los para esta competição específica, e a Equipe Faro não fabrica informações.






































































